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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O ano para celebrar Cecília Meireles

Publicada na edição de 05 a 11 de setembro de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

A autora e suas obras não são esquecidas na literatura e na educação – mesmo 50 anos após a sua morte

Cecília Meireles foi uma das maiores poetas, professoras e sonhadoras que o Brasil já viu. Uma mulher diante de seu tempo, defensora de melhorias na educação pública. Apaixonada pelas palavras e pelas pessoas, Cecília fazia amigos por onde passava. “Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve, para que venhas comigo e eu para sempre te leve” (trecho extraído do poema Timidez).
Nascida em novembro de 1901, a carioca Cecília Meireles se viu órfã muito cedo e foi criada pela avó - quem lhe apresentou o mundo da literatura e do folclore. Aos nove anos, começou a escrever poesia e aos dezoito publicou o seu primeiro livro, “Espectros”.
Com vinte e um anos casou-se e teve três filhas. Anos depois, seu marido, que sofria de depressão, cometeu o suicídio. Cecília não desanimou. Seguiu se desenvolvendo como professora, poeta e cronista, com publicações periódicas em jornais cariocas. Aos 39 anos voltou a se casar, viajou pela Europa e Índia e traduziu diversos clássicos, como o livro indiano “As mil e uma noites”.
Mesmo 50 anos após a morte de Cecília, sua produção e legado jamais foram postos de lado ou esquecidos. “Eu deixo aroma até nos meus espinhos. Ao longe, o vento vai falando de mim. E por perder-me é que vão me lembrando, por desfolhar-me é que não tenho fim” (trecho extraído do poema Motivo da Rosa).

Escritora premiada
Autora de mais de 60 livros, Cecília Meireles é reconhecida por muitos dos seus poemas voltados às crianças. O livro “Ou isto ou aquilo” expõe os encantos do mundo para as crianças, e é considerado um dos mais belos clássicos da poesia brasileira.
Para o público adulto, o livro “Janela Mágica” foi uma de suas publicações de maior sucesso, pois reuniu diversas crônicas que convidam o leitor a ver o cotidiano a partir de novas perspectivas.
Em decorrência de suas publicações e estudos, Cecília ganhou diversas homenagens, inclusive o Prêmio Machado de Assis - principal prêmio literário brasileiro, oferecido pela Academia Brasileira de Letras, em 1965.

Professora em primeiro lugar
O que pouca gente sabe é que Cecília Meireles foi professora e uma grande fomentadora do movimento da Escola Progressista. A iniciativa, que ganhou impulso no Brasil na década de 1930, é favorável a autonomia dos alunos e o incentivo ao seu desenvolvimento físico, intelectual e moral.
“Se visse a educação pública hoje oferecida à população, Cecília se inquietaria. Ela sempre lutou por escolas que estimulem a criatividade e a curiosidade das crianças, para que elas não repitam o que o dizem os adultos, mas sim sejam incitadas a perceber o mundo através de seus próprios gostos”, conta Yolanda Lima Lobo, doutora em educação e autora de livros sobre Cecília de Meireles.
Além de um local para aprender as matérias básicas, a escola também deveria ser “onde as crianças tenham contato com artistas, músicos e escritores, a fim de expandir as suas perspectivas de futuro”, explica Yolanda.

Para sempre
A produção da artista é atemporal, ainda hoje contemporânea. Cecília não escondia o afeto que tinha com as pessoas, que foi o que a impulsionou para defender melhorias na educação e o que acreditou ser a base da formação de qualquer ser humano.
“Sua paixão pelas palavras e letras a possibilitou externar a sua vasta compreensão do ser humano”, aponta Yolanda. O contraste entre sua delicadeza e força, mansidão e coragem, inteligência e capacidade de ensinar, a reflete hoje como uma escritora ímpar.
“Na quermesse da miséria, fiz tudo o que não devia: se os outros se riam, ficava séria; se ficavam sérios, me ria” – Cecília Meireles (trecho extraído do poema “Confissão”).

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A pós-graduação em universidades públicas

Publicada na edição de 29 de agosto a 04 de setembro de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Conheça o processo seletivo e os pré-requisitos para a especialização nessas instituições

O estudante que pretende cursar a pós-graduação em uma universidade pública de São Paulo deve ter ciência de que precisará atender a importantes pré-requisitos, que variam de acordo com o curso. Alguns dos mais comuns são: ter fluência em uma língua estrangeira, apresentar conhecimentos sobre a área de atuação e submeter o seu projeto de pesquisa para avaliação – além de passar por entrevista e análise do currículo e desempenho na graduação.
“Os pré-requisitos visam permitir que os candidatos aprovados desenvolvam pesquisas de qualidade, que contribuam para o desenvolvimento econômico, social, político e cultural do Brasil”, aponta a pró-reitora de pós-graduação da USP (Universidade de São Paulo), Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco.
A pró-reitora de pós-graduação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Rachel Meneguello, explica que “os processos seletivos atendem as necessidades básicas dessa etapa de especialização, em que o desenvolvimento da pesquisa é responsabilidade do aluno”.
Conheça melhor as exigências mais comuns dos cursos e programe-se para avançar nos estudos.

Prova de conhecimentos gerais
As universidades públicas de São Paulo oferecem cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento. Alguns são classificados como lato sensu (voltados à formação de tecnólogos, licenciados ou bacharéis) e outros como stricto sensu (voltados à formação científica e acadêmica, ligados à pesquisa, como mestrado e doutorado).
Os pré-requisitos e as avaliações variam de acordo com a universidade e o curso escolhido, mas é exigência comum no processo seletivo da maioria das universidades públicas o bom desempenho em uma prova escrita que aborda o tema do curso. É comum que as universidades disponham a bibliografia necessária para a execução da prova.

Avaliação do currículo
Em muitas universidades, a avaliação do currículo/portfólio e do histórico de graduação do candidato é uma das etapas do processo seletivo. A nota desta análise costuma ter um peso de 20% na avaliação geral, mas varia de acordo com o curso desejado.
Para o doutor em bioquímica, Fabio Cordeiro, essa avaliação favorece aqueles que têm atividades extracurriculares, mas não inibe o acesso daqueles que estão iniciando a carreira. “Os projetos de iniciação científica e demais atividades extracurriculares trazem distinção a quem os fez, pois denotam experiência de bancada e de manuseio de dados. Mas quem não tem essa experiência pode tirar proveito das outras etapas do processo seletivo, como a prova de conhecimentos gerais, por exemplo”.

Projeto de pesquisa
É bastante comum que as universidades públicas e suas extensões avaliem o projeto da pesquisa que o estudante pretende desenvolver durante o curso. “O projeto deve apresentar com clareza o objeto de estudo do candidato e as bases teóricas que motivam o seu interesse e sustentam a sua pesquisa”, aponta a pró-reitora da Unicamp Rachel Meneguello.
Nesta etapa, vale a pena obter informações detalhadas sobre a elaboração do projeto diretamente com a coordenação do curso pretendido.

Domínio de outra língua
A proficiência em uma língua estrangeira é pré-requisito em muitos cursos. Durante o processo seletivo, algumas universidades aplicam uma prova – na qual o candidato precisa evidenciar o seu domínio da língua – e outras exigem um certificado de proficiência – que costuma ser emitido por grupos estrangeiros, após o bom desempenho do estudante em provas orais e escritas.
A pró-reitora da USP, Bernadette Dora, esclarece que “a bibliografia de boa parte dos cursos de pós-graduação é em língua estrangeira e o contato com pesquisadores e centros de pesquisa localizados no exterior é comum durante o curso”.

Bolsas de estudo 
As fontes de financiamento para bolsas de pós-graduação (mestrado e doutorado) mais populares do Brasil são o Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e os financiamentos bancários.

Eles crescem e se afastam das bibliotecas

Publicada na edição de 22 a 28 de agosto de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Na medida em que avançam as séries escolares, crianças passam a frequentar menos as salas de livros

Enquanto mais da metade (57%) dos alunos do 5º ano do ensino fundamental da rede pública utilizaram as bibliotecas e salas de leitura sempre ou quase sempre, apenas menos de um terço (30%) dos alunos do 9º ano o fizeram. A última avaliação nacional Prova Brasil evidenciou que o uso das bibliotecas nas escolas cai conforme os alunos avançam de série.
Para a psicopedagoga Betina Serson muitos são os motivos, e o principal deles é a falta de incentivo dos pais, da escola e dos amigos. “Desde pequena a criança tem que ser acostumada com os livros, principalmente pelo hábito de ouvir histórias. Assim o seu interesse em visitar as bibliotecas, seja para ter contato com os livros ou com as atividades do local, se torna natural”.
A pesquisa apontou também que enquanto 24% dos alunos do 5º ano frequentavam esses espaços de vez em quando, e 18% quase nunca, 35% dos alunos do 9º ano o faziam de vez em quando e 35,1% quase nunca. A pesquisa foi realizada em escolas que ofereciam bibliotecas e salas de leitura em 2011, o equivalente a 38% dos 156.164 estabelecimentos públicos de ensino básico do país.

Principais motivos
"Infelizmente, com esses dados concluímos que o incentivo à leitura vai caindo ao longo dos anos, e sabemos que isso é algo muito ruim", afirma o gerente de Conteúdo do movimento Todos pela Educação, Ricardo Falzetta. Os motivos para essa redução variam, segundo ele, a começar pela falta de espaços de leitura adequados, carência de acervo diversificado e ausência de profissionais qualificados para atender os alunos. O grande volume de conteúdo passado aos alunos dos anos finais do ensino fundamental e médio é outro fator relevante, segundo Ricardo.
A diretora de Educação e Cultura da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Ecofuturo, Christine Fontelles, acredita que nas escolas a literatura é pouca e sempre atrelada a tarefas. Para a psicopedagoga Valéria Tiusso, a leitura é “um dos mais importantes recursos que levam as crianças a desenvolverem o senso crítico, a perceberem o mundo a sua volta e a despertarem a sua emoção, o que propicia um crescimento saudável e prazeroso”.

Criando bons hábitos
“Os pais podem e devem frequentar mais as livrarias e bibliotecas. Hoje em dia, a maioria das livrarias tem atividades para as crianças e são de graça, principalmente nas férias e nos finais de semana. Na cidade de São Paulo há bibliotecas públicas muito boas e que também oferecem atividades para as crianças”, indica Betina Serson.
Para a psicopedagoga Fabíola Batista, a televisão, os celulares e a internet fomentam o afastamento entre crianças e livros, apesar de serem itens positivos para o seu desenvolvimento. Portanto, cabe aos pais refletir se a criança é capaz de usufruir deles sem se afastar dos livros. “A criança não tem maturidade para discernir que a leitura é importante para sua vida, portanto a sua interação com as tecnologias e com os livros deve ser monitorada”, diz.

Mais bibliotecas
O Plano Nacional de Educação estabelece a biblioteca como um dos itens de infraestrutura que devem existir em todas as escolas públicas de educação básica até o fim de 2024.
A avaliação Prova Brasil mostrou que 84% das bibliotecas e salas de leitura das escolas consideradas no levantamento, em 2011, tinham acervo diversificado, 76% estavam instaladas em lugares arejados e bem iluminados e 78% disponibilizavam um profissional responsável para atender os alunos.

Rayane Santos com Agência Brasil

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Coloque outro idioma na sua vida

Publicada na edição de 28 de março a 03 de abril de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Aprender ou aperfeiçoar uma segunda língua é mais fácil do que se imagina. Conheça dicas para treinar no dia a dia

Dominar uma segunda língua, seja ela o inglês ou o espanhol, é algo indispensável atualmente, principalmente por conta das exigências do mercado de trabalho. Mas, muito mais do que a “obrigação” de falar outro idioma, o interesse por ele é o que leva ao aprendizado.
“Apenas com o meu interesse, sem nunca ter frequentado uma escola de idiomas, eu aprendi a ouvir, a compreender e a falar o inglês. Graças a isso, abracei uma oportunidade única no trabalho e fui promovida. Eu cheguei a conversar em inglês com pessoas de todo o mundo. Foi o meu maior desafio profissional, mas também o meu maior orgulho. Afinal, eu consegui discutir diferenças contábeis em inglês, algo que não é fácil de se fazer nem em português”, brinca e conta, alegre, Giovana Arone.
A história de Giovana é apenas um exemplo de que não há nada que não possa ser aprendido. Se o seu objetivo é estudar uma língua estrangeira, saiba que fazer isso é mais fácil do que imagina. Reunimos dicas para que você possa aprender e praticar outro idioma no seu dia a dia.

Pela internet
O mundo digital abriga uma infinidade de conteúdos, inclusive possibilidades de aprendizado. Com um clique rápido é possível aprender a contar até dez, pronunciar as cores do arco-íris e os nomes de algumas frutas em outra língua. Gradativamente, você aprenderá novas palavras e muito mais nessa grande biblioteca virtual, que é a internet.
Mas, se estudar assim é algo que não lhe agrada, não se preocupe. Há também o Youtube. O famoso canal de vídeos da internet tem uma infinidade de materiais, e entre eles há aulas rápidas (e gratuitas, claro) de diversos idiomas. Muitas delas são ministradas por professores e integram módulos de aprendizado.
“Já assisti algumas e gostei, indico para qualquer pessoa. Sou professor de inglês, mas quero ter um conhecimento básico sobre o francês e em breve voltarei a assistir esse tipo de aula na internet. Com certeza é um bom início para quem quer se familiarizar e aprender outro idioma”, indica o professor Thiago Borges.

Pelas músicas
“Estudei italiano e não tinha com quem praticar a pronúncia, já que não conheço muitas pessoas que falam essa língua. Então, optei pelas músicas. Eu ouvia as melodias, aprendia as letras e cantava, para treinar a pronuncia correta das palavras. Baixei um CD do Toquinho, em que ele canta apenas em italiano, e gostei muito”, conta Alan Casare, de 22 anos.
Além de exercitar a compreensão e a pronuncia da língua estrangeira, ouvir músicas é algo muito prazeroso. Para o professor Thiago, o mais importante é conhecer a letra da música não em só em português, mas principalmente em sua língua original, para se familiarizar com as palavras. “O mesmo eu indico para os filmes: assistir sem legenda ou só com a legenda na língua original. O mais importante é abandonar, por alguns instantes, o português”.

Por filmes e livros
“Eu assistia minha série favorita, Friends, com áudio em inglês e com as legendas também em inglês”, revela Giovana. “Isso me ajudou muito, assim eu conhecia cada palavra, seu significado e a sua pronuncia”. Como o seu interesse sempre foi grande, a jovem passou a comprar livros infanto-juvenis em inglês. “Eu lia e me situava na história pelas palavras que eu já conhecia e pelo contexto geral. As palavras novas eu grifava e procurava no dicionário. Nada é impossível de aprender, basta ter vontade”, afirma Giovana.
“Quem lê aprende muito mais”, ressalta o professor Thiago. “A leitura em outro idioma é uma fonte rica de aprendizado, pois quem sabe ler, sabe escrever. Uma coisa leva a outra”.
Então, não se esqueça: leitura, filmes, desenhos animados, músicas e aulas na internet são possibilidades acessíveis e fantásticas para conhecer uma nova língua. Bons estudos!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Seja um voluntário nas escolas públicas

Publicada na edição de 13 a 19 de setembro de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Muitas são as possibilidades para ajudar a crianças e jovens a terem melhor educação e desempenho


Não é à toa que o brasileiro é reconhecido como um povo de bom coração: estamos entre os dez países com o maior número de voluntários no mundo - cerca de 18 milhões, segundo estudo da CAF (Charities Aid Foundation). E você, já pensou em compartilhar os seus conhecimentos ou as suas habilidades para ajudar estudantes?
Grande parte das escolas públicas precisa de mão de obra em diversas atividades, que vão desde ações voltadas à música, dança e esportes até atitudes mais simples, como monitorar leituras na biblioteca, exibições de filmes ou brincadeiras de amarelinha. É um papel exercido em nome da solidariedade e da preocupação com o próximo, resultado da responsabilidade social de cada um.

Sim, você
Ser voluntário é uma atividade que gera grande satisfação a quem pratica e tem forte significado para quem a recebe. Se você tem interesse em ajudar, pense sobre o que gosta de fazer, qual tipo de atividade deseja desenvolver e com qual público deseja lidar. Cada voluntário contribui da maneira que pode e conforme a sua disponibilidade de horários.
Amélia Bampi, líder da equipe de educação da Fundação Abrinq, diz que essa é uma ação social muito importante. “É interessante que seja transmitida aos jovens estudantes uma cultura de paz nos esportes, de comprometimento com a leitura e principalmente a noção de que são eles quem irão fazer a diferença no futuro. As pessoas da comunidade, no sentido de multiplicar conhecimentos, devem ajudar uns aos outros a serem protagonistas da história”, diz.

Mãos à obra
É papel da escola identificar e esclarecer as suas principais necessidades e em quais aspectos é interessante receber voluntários, pois é imprescindível que as atividades estejam alinhadas ao seu planejamento. Mas não se preocupe, com certeza há uma intuição precisando daquilo que você pode fazer.
É possível reservar algumas horas para ler ou contar histórias, dar aulas de reforço, promover palestras sobre algum assunto de interesse dos estudantes ou ajudar diretamente a instituição, promovendo gincanas, campeonatos esportivos, organizando mutirões e/ou campanhas de arrecadação de roupas, alimentos, etc. Toda ajuda é bem-vinda.

De olho na agenda
Antes de firmar o compromisso tenha certeza de que a atitude não prejudicará o seu desempenho no trabalho e também o seu relacionamento com amigos e família. As atividades voluntárias devem se encaixar na sua rotina e na sua agenda. Assim que acertado, trata-se de um compromisso que deve ser realizado com consciência e responsabilidade, pois outras pessoas estarão contando com você.

Onde se inscrever
Segundo a Secretaria de Educação é interessante que o voluntário se inscreva no programa Escola da Família, que estimula mais de duas mil escolas em São Paulo a abrirem os seus espaços aos finais de semana e precisam de voluntários para promover, não só para os estudantes, mas para toda a comunidade, atividades culturais e esportivas.
Outras boas indicações são o Instituto Faça Parte, que é reconhecido por organizar atividades voluntárias, e o site www.voluntariado.org.br, onde é possível encontrar uma escola próxima e que precise exatamente do que o voluntário está disposto a fazer. É um sistema simples e eficiente, vale a pena acessar.

Os professores agradecem
A presença de voluntários nas escolas é extremamente positiva, mas não pode ser confundida com o papel dos funcionários ou prejudicar as atividades regulares da instituição. "É uma ação que gera muitos benefícios à escola, principalmente em relação à assistência e ao atendimento aos alunos", afirma a orientadora Jane Alexandre. Já a professora Ana Lúcia Cordeiro é favorável ao voluntariado, desde que não confunda os alunos. "As atividades devem acontecer após as aulas regulares, para não tirar os estudantes da sua rotina”, explica.

Bolsa Universidade 
O Programa paga as mensalidades da faculdade dos voluntários que desenvolvem, aos finais de semana, em escolas estaduais ou municipais, atividades compatíveis com a natureza do seu curso ou de acordo com as suas habilidades pessoais, como dar aulas de violão ou cursos básicos de contabilidade, por exemplo. As inscrições para o programa estão abertas pela Secretaria de Estado da Educação. Para maiores informações ligue para 0800-7700012.






quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Violonista jandirense precisa de patrocínio

Publicada na edição de 16 a 22 de agosto de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Peterson foi um dos dez selecionados, entre centenas de pessoas, para realizar um mestrado na Espanha

Ele conseguiu aprovação em um dos mestrados mais concorridos do mundo, mas a Universidade de Alicante, na Espanha, não oferece bolsas e o talentoso jovem não tem recursos para financiar os seus estudos. Peterson Reinan precisa de doações em dinheiro, ou de um ou mais patrocinadores, que possibilitem a concretização do seu sonho: estudar violão clássico.

O artista
Com duas cidades no coração – Osasco, onde nasceu, e Jandira, onde mora há 7 anos –, Peterson iniciou sua carreira como autodidata, com 14 anos de idade. Frequentou classes de violão, se especializou e ingressou em um curso superior de música, no qual se tornou bacharel em violão. O talento do artista o levou a uma carreira promissora, participando de concursos e recitais em importantes salas de concerto de São Paulo desde jovem. Atualmente, Peterson dá aulas de violão e de teoria musical no Cursinho Popular de Jandira, projeto que desenvolveu.
“O violão me dá energia para viver e sem ele eu não seria nada. A música que eu toco é tão importante para mim quanto o sangue que corre nas minhas veias. Ser músico é uma responsabilidade muita grande, é levar sentimentos e emoções à vida das pessoas. É fazer rir e chorar”, conta Peterson.

O mestrado
A Universidade de Alicante, na Espanha, oferece a artistas a oportunidade de praticar o uso do violão e aperfeiçoar os seus conhecimentos ao lado de renomados músicos. “Esse mestrado tem uma importância fundamental na minha carreira. A Espanha é o país onde o violão nasceu e onde há muitas pessoas apaixonadas pelo violão clássico. Lá, estarei entre os melhores violonistas do mundo”, explica o jovem.
Como parte da formação, os alunos terão a oportunidade de atuar como concertistas em várias ocasiões nos diferentes auditórios da Espanha. “Quando eu voltar, com o grande conhecimento que vou adquirir, quero difundir a cultura do violão. Meu amor ao instrumento é o que me dá vontade de ser, além de um grande concertista, um professor de faculdades de música”, explica Peterson.

Os custos
Pelas aulas que irá assistir, pela documentação e todo o material bibliográfico que a universidade dispõe aos alunos, inclusive o direito de assistir grandes concertos e conferências na Espanha, o custo do curso gira em torno de 7.500 euros, o que corresponde a aproximadamente 22 mil reais.
“Viver de música não é fácil. A falta de incentivos no Brasil é muito grande, portanto eu preciso acreditar que a união faz a força. Se o governo não consegue me ajudar, acredito que posso sensibilizar as pessoas e nos unirmos para realizar esse e outros sonhos”, afirma o músico.

Ajude
“A minha forma de agradecimento a todos que me ajudarem é fazer apresentações gratuitas com o repertório que eu estudarei na Espanha, junto às músicas brasileiras, que eu gosto muito, e ministrar aulas de violão clássico. Eu sei que essa é uma forma de agradecimento simbólica, mas é do fundo do meu coração. Agradeço a todos que me ajudarão na realização deste projeto”, diz o violonista.
Para ajudá-lo faça doações pelo site www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=210644. Não deixe de assistir os vídeos de Peterson disponíveis na internet e de conhecer o trabalho do habilidoso artista.




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Afinal, os recursos do petróleo são suficientes?

Publicada na edição de 26 de julho a 1 de agosto de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Lucros sobre a exploração do petróleo no litoral do país possivelmente se tornarão investimentos em educação


Segundo dados da OCDE (Organização Para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil investe cerca de 6% do seu PIB (Produto Interno Bruto) em educação, o que o torna o 15º país que mais investe no setor dentre os 42 países membros da organização.
Sendo, então, um dos maiores investidores, é aceitável esperar que a qualidade do ensino seja tão alta quanto os recursos investidos. Ledo engano. O Brasil alcançou, no ano passado, o 53º lugar de um total de 65 países em um programa que avalia a qualidade da educação, realizado também pela OCDE.
Independente da pesquisa, a população conhece bem as deficiências do sistema. Poucas creches, poucas vagas, problemas com a alfabetização dos pequenos e pouco – ou nenhum – reconhecimento aos professores.

Retrato brasileiro
José Marcelino de Rezende, estudioso especialista em Financiamento da Educação, acredita que os investimentos atuais ainda são pequenos. “Para atingir bons resultados é preciso investir 7% do PIB até 2016 e 10% até 2020”. Assim como Rezende, Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que os investimentos precisam aumentar.
“Hoje o Brasil investe cerca de R$ 233,2 bilhões em educação pública. Parece muito, mas ao analisar o quanto se investe por aluno, o que é mais importante, o país investe pouco. A educação de um jovem brasileiro custa apenas 1/3 da média investida nos jovens dos países mais desenvolvidos”, explica.
A fim de aumentar os investimentos na área, o governo discute a possibilidade de utilizar os lucros provenientes da exploração do petróleo no litoral brasileiro. Esses lucros, vinculados aos royalties e aos recursos dos poços já licitados, ficaram conhecidos como os royalties do petróleo.

Entenda os royalties
A lei assegura que qualquer petróleo encontrado em território nacional pertença à União. Portanto, para explorá-lo, é necessário pagar royalties – processo parecido ao de se gravar uma música de outra pessoa. Atualmente uma parte dos royalties do petróleo vai para a União, outra parte para os estados produtores, outra para os municípios produtores e outra, bem pequena, para os demais estados e municípios do país. Como a região a ser explorada é grande, indo do Espírito Santo até Santa Catarina, todos os estados interviram para receber a suas fatias nos lucros, a fim de investir internamente. A provável solução adotada para o caso será destinar 75% dos royalties para a educação e 25% para saúde em todo o país.
“A educação deve ter prioridade, pois é um direito que, quando assegurado e consagrado, mobiliza os demais direitos”, garante Daniel Cara. Deputados, senadores e a presidente precisam chegar a um consenso sobre a divisão dos royalties, e o assunto está longe de ser concluído. A principal divergência é sobre qual montante os lucros serão divididos: de todo o dinheiro do Fundo Social ou apenas dos rendimentos que ele gerar.

Fundo Social do Pré-Sal
Este é o nome da reserva onde é e continuará guardado o dinheiro advindo da exploração do petróleo. Votações no Congresso sobre o seu uso e outras particularidades que envolvem o processo foram paralisadas por conta das divergências de opinião entre os poderes, e serão retomadas apenas depois de agosto. Enquanto os deputados acreditam que 50% dos recursos do Fundo Social devam ser aplicados na educação até que se atinja o percentual de 10% do PIB, o Senado acredita que devem ser utilizados apenas 50% dos rendimentos do Fundo, e não só para educação, mas sim para diversas áreas.
“O problema é que os rendimentos vão gerar quase nada. Assim, muitas áreas vão receber muito pouco. O ideal seria 50% do valor principal do Fundo Social para a educação, considerando que ela precisa da metade da poupança, não apenas da metade do que ela irá render. É preciso que o Brasil invista, especialmente, em pagar melhores salários aos professores”, afirma Daniel Cara.







quarta-feira, 20 de março de 2013

Usando a internet para aprender


Publicada na edição de 15 a 21 de março de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Ela está aí para ajudar. Mas é preciso dominar as ferramentas de pesquisa para filtrar o que é real e confiável


Com frequência os professores pedem aos alunos lições e trabalhos a serem feitos em casa. Como as crianças e os jovens de hoje aparentemente já “nasceram” dominando o computador e a internet, a primeira coisa que vem à mente é pesquisar na grande rede.
Acontece que as escolas não dão direcionamentos para esses alunos encontrarem informações precisas. Uma pesquisa rápida em um site de busca traz centenas de milhares de resultados em questão de segundos e, com tantas possibilidades, muitas vezes os estudantes não conseguem separar o joio do trigo e reconhecer os sites confiáveis.
Especialistas dão dicas de como realizar uma boa pesquisa na internet e afirmam que quem pesquisa deve ser crítico e não confiar na primeira informação que vê.

Palavras-chave
Muitos de nós já estamos familiarizados com elas, as palavras-chave. Aos sites de pesquisa não é necessário fazer perguntas, e sim digitar uma ou duas palavras e ele rapidamente busca o endereço de outros sites que exibem o assunto. E aí que está a primeira dica: refinar a busca com outras palavras-chave.
Caso deseje, por exemplo, fazer uma pesquisa sobre a carreira de Barack Obama, atual presidente dos Estados Unidos, no site de buscas Google (www.google.com.br), ao invés de pesquisar pelas palavras ‘Barack Obama’, que geram mais de 760 milhões de resultados, experimente ‘Carreira Política Barack Obama’. Em questão de segundos os resultados se restringem a cerca de 200 mil sites. Ainda é um número grande, mas mais de 700 milhões de sites que não seriam úteis já foram desconsiderados. Quanto menor o número de resultados, menos confusa se torna a pesquisa.

Reconhecendo o site
Os endereços dizem muito mais do que nós imaginamos. Os sites que terminam em ".gov" são do governo, que divulgam informações oficiais. Já os que terminam em ".org" são de organizações não governamentais, grupos independentes, que divulgam informações conforme seus objetivos. Os sites que terminam em ".com" e “.com.br” são endereços comerciais, usados tanto por instituições sérias quanto por pessoas interessadas apenas em despejar informações na internet.
"Uma regra para se ter em mente é: se a informação parecer boa demais pra ser verdade, cheque antes. Se for de um site que você não conhece, clique no ‘quem somos’ e procure conhecer quem escreveu aquilo que você está lendo. Ligue o desconfiômetro", afirma Marcelo Soares, jornalista membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.
Segundo Marcelo, quem faz a pesquisa não deve levar em conta a aparência sofisticada do site, pois isso não significa que ele seja profissional. "Cada vez mais existem sites com a aparência de páginas legítimas de notícias. Às vezes, até mais caprichada. Leitores desatentos podem acabar acreditando em informações manipuladas", alerta.
Ao abrir um site de origem desconhecida, observe o nome do autor e busque, na própria internet, saber mais sobre ele para descobrir se é um especialista no assunto ou qualquer pessoa jogando informações na rede.

Direto na fonte
Há uma classificação das fontes de informação que determina que algumas sejam mais confiáveis que outras. As fontes primárias são aquelas que pesquisam o assunto e publicam artigos e teses divulgando os dados coletados. Um exemplo de fonte primária é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que pesquisa e divulga informações.
As fontes secundárias são as que citam, comentam ou fazem conclusões baseadas nas fontes primárias, como por exemplo, os jornais e as revistas. Já os blogs e as colunas assinadas trazem debates sobre o que foi dito nos jornais e nas revistas.
“Geralmente os blogs são fontes terciárias. O IBGE divulga os dados, o jornal faz reportagens explicando e o autor do blog comenta. É sempre bom lembrar que todas as fontes têm limitações. Até enciclopédias têm erros. O que vale a pena é pensar: quanto mais primária a informação, menor a chance de terem erros de interpretação”, explica Marcelo.

Wikipedia
Editado por qualquer pessoa, o Wikipedia é uma enciclopédia livre, com artigos escritos por colaboradores voluntários de todo o mundo. “Há quem diga que as suas informações são mais confiáveis do que enciclopédias conceituadas, por que estão sempre atualizadas, mas quem o escreve pode não ser imparcial em relação ao assunto. Então são exigidos o senso crítico e a bagagem do aluno, além da busca por mais fontes”, esclarece o professor Luiz Carlos de Almeida Filho, do Senai. 






terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Muito além da resposta certa


Publicada na edição de 22 a 28 de fevereiro de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Estão abertas às inscrições para a Olimpíada de Matemática nas escolas públicas. Segundo coordenador, ela une aprendizagem e diversão

Quem nunca teve medo da matemática? Decorar a tabuada e resolver equações pode estar longe de ser uma atividade prazerosa, mas entender a sua lógica faz bem ao cérebro, que precisa estar em constante treinamento para funcionar cada vez melhor.
Afinal, “cérebro parado não é nada confiável. Um dos principais inimigos da boa atividade cerebral é a falta de exercícios”, afirma o neurologista Leandro Teles. Resolver problemas matemáticos exige uma boa comunicação entre os neurônios e quanto mais o cérebro faz isso, melhor ele fica. “O raciocínio contínuo estimula conexões cada vez mais eficientes”, afirma o especialista.
A Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), é aberta aos alunos do 6º ano do ensino fundamental até a 3º série do ensino médio e, segundo sua coordenação, pretende deixar o estudo da matemática mais prazeroso e instigante.

Ela está em tudo
“A vida é muito parecida com a matemática”, afirma o neurologista. Ela está presente em todos os lugares e quase tudo o que fazemos envolve cálculos, números e pequenas contas. O que dizer quando vamos fechar um empréstimo ou um financiamento nos bancos e não entendemos muito bem como se calculam os juros? Alguns conhecimentos básicos são importantes no dia a dia.
Antes mesmo antes pesar o almoço em um restaurante por quilo, uma continha matemática já foi realizada: A balança vazia deve registrar um valor negativo. Se o prato pesa 300g, a balança deve estar calibrada em -300g. Tudo para que você pague apenas pelo peso da comida, e não pelo peso do prato. “Exercitar a matemática é importante dentro e fora da sala de aula”, alega o neurologista.

Estimulando o cérebro
Resolver constantemente questões matemáticas é considerado um bom exercício para estimular o raciocínio. Segundo o neurologista: “Um cérebro treinado é mais rápido, tem melhor poder de previsão de resultados e erra menos. A atividade intelectual constante faz com que o cérebro tenha maior inteligência e capacidade de aprender”. O especialista a favor do estímulo com a matemática. “Exercitar o cérebro com cálculos faz com que ele lide melhor com diversas situações práticas”.

Estimule as crianças
“Os pais devem estimular seus filhos a estudar matemática” afirma Claudio Landim, coordenador das Olimpíadas e diretor adjunto do Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada). Para ele, o esforço e a dedicação são mais importantes do que o talento.
Para incentivar as crianças, uma boa alternativa é apontar o uso da matemática no dia a dia. É possível levar os pequenos ao mercado ou à feira e deixar uma quantia de dinheiro à sua disposição, para que gastem como preferir, sem ultrapassar o valor. Faça perguntas do tipo: Com cinco reais é possível comprar as maçãs e as bananas? Você receberá troco ou ficará devendo?
“A matemática exercita a atenção, estratégia, raciocínio lógico e criatividade. É uma das atividades mais completas para o cérebro”, explica o neurologista.
Segundo o coordenador das Olimpíadas, aqueles com conhecimentos matemáticos tem facilidade em resolver problemas e tomar decisões, principalmente as que envolvem raciocínio e dedução lógica. “Oportunidade de aprender matemática de uma forma divertida, a olimpíada é oferecida a todos os alunos de escolas públicas em todo o país”, esclarece o coordenador.

Saiba mais
Há previsão de que aproximadamente 20 milhões de alunos participem da competição, que ocorrerá tem três níveis: o primeiro para alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental, o segundo para os 8º e 9º anos e o terceiro para a 1º a 3º séries do ensino médio. As inscrições estarão abertas até o dia 5 de abril e devem ser feitas pelas escolas no site www.obmep.org.br.
Na competição o aluno conta com a possibilidade de ganhar bolsas de estudos e de participar de um programa de iniciação cientifica. “Qualquer aluno que se prepare para as provas da Obmep, resolvendo os problemas do banco de questões disponíveis em nossa página online, tem boas chances de se destacar” alega o coordenador.
Projeto do Impa, as olimpíadas são promovidas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação e pelo Ministério da Educação, com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática. A competição existe desde 2005 e só no ano passado foram mais de 19 milhões de alunos de 46.728 escolas participantes.






Enem é termômetro da educação


Publicada na edição de 7 a 13 de dezembro de 2012 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Notas são utilizadas para demonstrar a qualidade do ensino médio nas escolas públicas e privadas do país

Estudantes de todo o Brasil prestam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para que seus conhecimentos obtidos durante o ensino médio sejam avaliados.
Realizam o exame pessoas com interesse em obter bolsas integrais ou parciais em universidades particulares através do ProUni (Programa Universidade para Todos) ou com interesse em financiar sua educação de ensino superior por meio do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).
A prova é aplicada pelo Ministério da Educação e é considerada por muitas universidades públicas federais como seu processo seletivo ou parte dele.
Além de divulgar as notas de cada aluno, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga a pontuação por escola e os resultados são utilizados pelo Governo para medir a qualidade do ensino médio no país. As notas indicam os pontos de melhoraria na educação, tanto nas escolas públicas quanto nas particulares.

Classificação das escolas
No último dia 22, o Inep divulgou lista com notas de 10.076 escolas – cerca de 40% das escolas brasileiras de ensino médio. O critério para a seleção das escolas foi o de participação de pelo menos 50% de seus alunos e de, no mínimo, 10 alunos concluintes ou em fase de conclusão do segundo grau. A lista evidencia as escolas em que os alunos tiveram melhor desempenho no Enem realizado no ano passado (2011).
O Ministério da Educação afirma que o objetivo dessa lista é "permitir uma análise diagnóstica das escolas para fins pedagógicos". Anunciou ainda que pretende realizar um seminário com as escolas de melhores notas, o objetivo é analisar suas ações positivas, visto que "as [escolas] de maior sucesso são as que investiram na carreira docente e na formação do professor, que têm projeto pedagógico e oferecem tempo integral".
Os resultados finais das escolas foram baseados nas notas nas provas de Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, que foram corrigidas pelo método Teoria da Resposta ao Item (TRI).
Segundo o Inep a nota da redação não foi contabilizada no levantamento das médias por escola por que a redação tem outro tipo de correção.
A assessoria de imprensa do Colégio Singular de São Caetano, classificado com a melhor nota do município, afirma que o resultado do Enem evidencia o trabalho dos professores e equipe pedagógica, mas é considerado importante principalmente para o desenvolvimento do aluno.

Importância aos alunos
Pensando em seu futuro profissional Giovanna Conforte, 21, optou por fazer um cursinho preparatório para prestar o Enem e outros vestibulares. Ao escolher o colégio a estudante se preocupou com a colocação nos rankings de aprovação dos anos anteriores.
"Optei por uma escola reconhecida pelo seu alto índice em colocar pessoas nas faculdades”, afirma a estudante que conseguiu neste ano entrar na universidade que queria. “Paguei um pouco mais caro, mas fiz o que pude para entrar em uma boa faculdade”.
Maiara Molinas, 20, cursou o ensino médio em uma escola pública e optou por fazer um curso preparatório em uma escola particular antes de prestar a prova do Enem e outros vestibulares. No momento da escolha, Maiara se preocupou se a escola seria capaz de ensinar com métodos eficazes para que ela atingisse boas notas nas provas.  "A didática dos professores conta muito. Optei pela mesma escola para entrar em um curso técnico e voltei lá para me preparar para o Enem e os vestibulares".