Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Músico: profissão árdua e prazerosa

Quando a música torna-se o ‘ganha pão’

Conheça dicas de produtores e depoimentos de artistas para lançar-se e manter-se no ramo com segurança

Segundo dados do Ministério da Cultura, há bandas musicais em mais da metade dos municípios brasileiros. Na capital paulista, porém, apenas 4,6% da população tem o hábito de sair de casa para assistir a shows pagos. Portanto, para conseguir uma renda boa e fixa, e sucesso profissional no ramo da musica é necessário ter dedicação, flexibilidade e persistência, segundo especialistas.
“Mesmo com as dificuldades, afirmo que vale a pena correr atrás de um sonho”, diz o vocalista da banda Vinho Vinil, Sãozinho. Após 13 anos de estrada, a banda, que mistura rock e MPB, está prestes a lançar seu primeiro DVD. “Olhando para trás, vemos que passar por algumas dificuldades foi um privilégio. Assim, aprendemos o valor das nossas conquistas”, analisa.

Desenvolvimento
Segundo o produtor musical Marco Santos, buscar o aperfeiçoamento técnico e aprimorar a musicalidade é o mínimo que o artista deve fazer. “É preciso saber cantar ou tocar de verdade, ter presença de palco e domínio sobre o que faz – e tudo isso se adquire com a prática”, aponta.
Manter uma poupança é a segunda indicação do produtor. “É interessante que o músico tenha uma reserva de dinheiro que o permita se manter por até um ano, caso passe por uma fase ruim”, orienta. E, por último, Marco Santos acredita que é interessante que o profissional atue de maneira diversificada. O músico Rafael Alegre, 28, por exemplo, toca e canta em bares, ministra aulas de canto e violão, e faz preparação vocal para companhias de teatro.
“Cresci ouvindo pessoas dizerem que o músico passa fome, e eu não queria isso pra mim. Graduei-me em publicidade, admirando a coragem daqueles que se lançavam na carreira musical. Demorei, mas desde que comecei, jamais pensei em voltar atrás. Todo o esforço vale a pena quando se faz aquilo que ama”, conta Rafael.

Persistência
As principais dificuldades costumam surgir logo no início na carreira. A banda mineira Vinho Vinil colocou o pé na estrada e se estabeleceu em São Paulo “aos trancos e barrancos”. A história do grupo tem direito a calote, sequestro e assalto. “Chegamos a nos apresentar em troca de pizza para garantir a sobrevivência na capital paulista”, revela Sãozinho.
Todo o primeiro álbum da banda, “O homem que sabia voar”, foi gravado em casa. No início da faixa Cipó, por exemplo, é possível ouvir um arranjo gravado com a água caindo do chuveiro. “Fiquei horas buscando um ritmo, mas não consegui. Então decidi tomar banho, e percebi que o som do chuveiro era o que eu queria. Mais doido que eu, só o Léo (guitarrista), que curtiu e gravou na hora”, lembra o vocalista.
Para o produtor Marco Santos, a garra e o empreendedorismo são cruciais. “Minha dica é: produza o seu disco com a melhor qualidade possível e caia na estrada por conta própria, com a intenção de conquistar o seu público – afinal, sem ele, nem adianta conseguir uma gravadora”, comenta.

Comprometimento
“Aquele que só quer ficar famoso ou ‘tirar uma onda’ de cantor vai se decepcionar nessa área”, alerta o produtor musical Mario Bastos. “Quem quer viver de música tem que ter a certeza de que esse é o seu caminho”, fala.
Com aperfeiçoamento, diversificação e relações sólidas com fãs e parceiros, a carreira tende a deslanchar. “Assim como em qualquer outra área, ter bons relacionamentos pode abrir portas”, indica Mario Bastos.

Mais do que parceiros, Sãozinho, da Vinho Vinil, trata como “anjos” aqueles que ajudaram a banda – amigos, fãs e investidores. “Muitas vezes pensamos em desistir, mas algum ‘anjo’ vinha com uma oportunidade, uma ajuda. Ninguém faz nada sozinho”, reflete o vocalista.

Quando a amizade passa pela subordinação

Publicada na edição de 19 a 25 de setembro de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Especialistas indicam como agir quando um amigo se torna seu chefe ou seu subordinado na empresa

Indicações de profissionais para o processo seletivo costumam ser bem-vindas dentro das organizações. Assim, é comum que amigos trabalhem juntos – muitas vezes no mesmo setor. Conciliar a amizade com relacionamento profissional, porém, pode não ser tarefa fácil, principalmente quando um se torna o chefe do outro. Segundo especialistas, a situação exige maturidade.
“No horário e local de trabalho, as obrigações profissionais devem vir em primeiro lugar. Portanto, é aconselhável que as pessoas tenham amigos maduros o suficiente para compreender essa situação. Quem usa a amizade para ser negligente, não cumprir prazos ou fazer um serviço de má qualidade tem a índole duvidosa e deve ser evitado”, adverte o especialista em carreiras Sílvio Celestino.
Saiba como agir para que a amizade não atrapalhe a relação profissional – e vice-versa.

Evitando fofocas
Mesmo que tenha começado fora da empresa, a amizade entre chefe e subordinado pode ser mal vista pelos demais funcionários. Portanto, para evitar mal-entendidos, “é imprescindível que cada funcionário deixe claro que trata a todos ali de maneira igualitária, sem favoritismos”, aponta Celestino. “Assim, ficará evidente que o profissional é justo e que não deixa as amizades interferirem em suas ações”, completa.
Evitar expor detalhes do relacionamento, bem como não usar o tempo e os recursos da empresa para tratar assuntos pessoais, é importante, pois preservar a postura de comprometimento e seriedade é crucial para obter bons resultados na vida profissional, segundo especialistas.

Bem conversados
A fim de evitar atritos, os amigos podem conversar e estabelecer os limites entre amizade e trabalho, visando às atitudes que trarão melhores resultados para ambos. É importante esclarecer, intimamente e entre si, que as atitudes profissionais independem da amizade.
“Antes de elogiar, criticar, pedir um aumento ou demitir, estabeleça critérios sólidos, que sejam utilizados também com outros funcionários. Na dúvida, não aja e repense as suas ações”, aconselha Sílvio Celestino.
Na opinião de Laerte Leite Cordeiro, consultor em Recursos Humanos, o chefe é quem mais deve se preocupar em estabelecer o “tom” da relação. “Sua carreira pode ser prejudicada se alguém achar que ele não está sendo um bom líder”, afirma.

Fora da empresa
Os especialistas são categóricos em dizer que os assuntos da empresa não devem ser discutidos fora dela. No futebol, no barzinho ou em qualquer outra situação informal e social, a amizade tende a se solidificar longe dos limites impostos pela relação entre chefe e subordinado. Logo, não vale a pena discutir assuntos relativos ao trabalho.
“Fazer isso pode até ‘embaraçar’ a vida dos dois, pois quando um funcionário recebe do chefe informações às quais outros colaboradores não têm acesso, podem surgir complicações para ambos”, instrui Laerte Leite Cordeiro. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Funcionários deveriam trabalhar menos?

Publicada na edição de 22 a 28 de agosto de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Proposta na Câmara pretende diminuir a jornada semanal para 40 horas. Para muitos, redução favorece a produtividade

Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, e Larry Page, presidente-executivo do Google, defendem que as pessoas deveriam trabalhar menos horas e por menos dias da semana para serem mais felizes e produtivas. Você concorda com eles?
“Sou estagiária e trabalho apenas seis horas por dia. Tenho tempo livre para dormir, estudar e cuidar da saúde. É muito bom, mas não posso negar que no trabalho o tempo é curto e que muitas vezes desejo ter algumas horas a mais para mostrar a minha capacidade e vontade de trabalhar”, reflete a estudante de jornalismo Luana Silva.
Assim como ela, o especialista em carreiras Sílvio Celestino acredita que o desejo de reduzir ou de aumentar a carga horária está diretamente associado aos objetivos do profissional. “Se a pessoa não gosta do que faz, não adianta diminuir as horas de trabalho. A maioria dos trabalhadores demonstra estar insatisfeita, e isso acontece porque muitos não possuem um propósito na vida profissional”, aponta.

Diminuição da jornada
Tramita na Câmara há quase uma década a PEC 231, proposta de emenda constitucional que diminui a carga horária semanal de 44 para 40 horas – e também aumenta o valor da hora extra para 75% sobre o preço da hora normal. A medida, defendida por sindicatos, é resistida por empresários.
Para Romeu Bueno de Camargo, assessor jurídico da Fecomercio-SP, a redução da jornada pode ter impactos negativo sobre os principais setores do mercado, a indústria e o comércio, inibindo contratações. Isso porque nesses ramos alguém precisa estar obrigatoriamente trabalhando em certos períodos para atender clientes ou estar na linha de produção. "Mas, há setores que conseguem substituir a mão de obra por automação, como montadoras de automóveis e grandes grupos econômicos", diz.
Para Sílvio Celestino, mais importante do que reduzir a carga horária de trabalho é incentivar as pessoas a encontrar a sua vocação, pois só assim trabalharão mais satisfeitas e felizes. “Vejo que o Brasil precisa de mais trabalho, não de menos. Temos muito a ser desenvolvido em termos de infraestrutura, educação, saúde, segurança, justiça e energia. Não creio que os muitos processos ‘parados’ na Justiça, por exemplo, sejam acelerados com todos trabalhando menos”.

Vai um cochilo depois do almoço? 
Muitos são os benefícios apontados por médicos pelo sono após as refeições, como a restauração do corpo, fortalecimento da memória e do coração. Tal hábito é comum em algumas cidades europeias, locais em que comércio é praticamente interrompido no horário do almoço.
“Eu como rápido e uso metade da minha hora para dormir, dentro do meu carro, já que ele fica no estacionamento da empresa” confessa a bancária Elisa Souza. “Se eu pudesse dormir em um ambiente disponibilizado pelo banco seria bem melhor”.
Para o consultor em recursos humanos Laerte Leite Cordeiro é difícil discutir com médicos a importância do cochilo, mas “questiono se a produtividade cresceria e se a empresa e o país, principalmente, ganhariam com isso”.

Rayane Santos com Folhapress

Freelancer garante dinheiro extra nas horas vagas

Publicada na edição de 08 a 14 de agosto de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Quem se dedica a trabalhar de maneira independente agrega também experiência e maturidade profissional

Nas áreas de jornalismo, design, propaganda e tecnologia da informação, entre outras, é comum haver profissionais freelancers, que oferecem seus trabalhos ou projetos para diversos clientes, sem formalizar nenhum vínculo empregatício.
O exercício dessa atividade é uma tendência atual do mercado. Os contratantes podem adquirir o serviço sem precisar arcar com as diversas responsabilidades que vêm com um vínculo empregatício e os freelancers conseguem ganhar dinheiro em uma crescente proporcional à quantia e a qualidade dos trabalhos que produzem, além de agregar conhecimento e força em sua área de atuação.
“O principal problema de ser freelancer é que em determinados períodos há diversas propostas e pouco tempo para aceitar todas, e em outros períodos sobra tempo e falta trabalho”, aponta o economista, administrador e consultor Laerte Leite Cordeiro.

Freelancer de sucesso
Para obter um bom desempenho, é preciso: ter uma agenda organizada, ser realista nos prazos que estabelece com os clientes, desenvolver bem sua marca pessoal e, principalmente, ser especialista em algo, mesmo sabendo um pouco de tudo.
Um freelancer de sucesso é aquele que é procurado por diversas pessoas por desenvolver algo com perfeição. Para chegar a esse nível, é preciso reconhecer quais são os seus pontos fortes e especializar-se neles. “Enquanto os generalistas encontram em pequenas e médias empresas o seu mercado preferencial, os que são especialistas em algo conseguem grandes clientes e oportunidades únicas”, prevê Laerte.

Primeiros clientes
Segundo Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching, para conseguir os primeiros clientes, ter ousadia e persistência é fundamental. “No início, o freelancer deve saber abordar as pessoas e apresentar o seu trabalho. É interessante falar sobre os seus propósitos e os seus valores, expondo como gostaria de conhecer os desafios dos clientes e ajudar a superá-los”.
Ter um relacionamento transparente com cada cliente é uma das garantias de que ele o procurará em um próximo projeto ou necessidade, além de o indicar para colegas. O network (rede de contatos) é umas das principais ferramentas de trabalho de um freelancer.

Assinando contratos
Segundo especialistas, é imprescindível assinar contratos para cada trabalho fechado, pois eles são as garantias de que o contratante receberá o sérvio solicitado e que o valor será pago no prazo acordado.
“Não se sinta constrangido em impor um contrato. Você deve ser respeitado como um profissional e o relacionamento com o cliente deve ser formalizado”, aponta Silvio Celestino. “Sem um contrato não há garantias, pois o cliente se sente na liberdade de mudar o escopo do trabalho e o prazo de pagamento”.

Estabelecendo o preço
“Para estabelecer o preço dos meus primeiros trabalhos eu calculei o quanto eu ganharia por hora se estivesse trabalhando como funcionária de uma empresa. Nesse valor, inclui um extra – considerando que iria trabalhar em um horário não comercial (à noite) e usando os recursos da minha casa, como energia elétrica, água, etc. Assim, vendia o meu trabalho de acordo com as horas que eu iria me dedicar a ele”, conta a designer gráfica Juliana Pereira. “Hoje, tenho mais experiência e cobro preços específicos para cada tipo de trabalho que executo”.
Uma boa alternativa é questionar colegas de trabalho que já atuam no ramo, a fim de conhecer o valor médio cobrado pelo mercado.

Assegure-se
Aos freelancers é indicado o mínimo de conhecimento financeiro para que possa criar e gerir o seu fluxo de caixa, pagar os tributos (impostos e taxas) adequadamente e garantir uma reserva de dinheiro para quando houver poucos trabalhos ou mesmo para a aposentadoria.

“Ser um freelancer não deve ser um mecanismo para ganhar dinheiro mais rápido. O profissional precisa estabelecer uma estratégia de marketing e vendas para sobreviver e crescer. Além disso, é importante saber a hora apropriada para tirar férias e descansar, ou então acabará esgotado”, aponta Sílvio Celestino.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

E-mails precisam ser claros e objetivos

Publicada na edição de 16 a 22 de maio de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Conheça dicas para se comunicar no local de trabalho de maneira correta, eficiente e atualizada

“Para interpretar as competências técnicas de um profissional as pessoas observam os detalhes, e a escrita é uma delas. Portanto, quando o profissional escreve errado, com erros de ortografia ou de concordância verbal, fazendo uso inapropriado de gerúndio e expressões antiquadas, é percebido por clientes e gestores como alguém despreparado e que não se interessa em ter uma boa imagem e transmitir credibilidade naquilo que faz”, explica Sílvio Celestino, tutor de carreiras da empresa Alliance Coaching. Portanto, reunimos dicas para que você possa atualizar a sua linguagem ao escrever e-mails profissionais.

Objetividade e clareza
Quanto mais objetivo for o texto de um e-mail, mais fácil será compreendê-lo. Logo, ao escrever, é importante evitar gerúndios e/ou frases que apenas ocupam espaço, mas que por si só não dizem nada, como, por exemplo, “venho por meio desta informar-lhe”. Prefira ser objetivo e informar diretamente o assunto, usando expressões como “informo que recebemos o seu relatório” ou “recebemos o seu relatório”, apenas.

De olho no contexto
Pode ser considerado inadequado o nível de percepção de alguém que envia um e-mail escrito de modo extremamente formal a um colega ou líder de trabalho com o qual conversa diariamente de modo informal e descontraído. O mesmo pode acontecer com alguém que envia e-mails para pessoas com as quais não tem intimidade de maneira informal. A relação com aquele que irá receber a mensagem é o que deve guiar o autor ao escrever um e-mail.
Em situações formais, é indicado iniciar o e-mail se reportando a pessoa como senhor ou senhora e finalizar com a expressão “atenciosamente”. Em situação informais é mais comum se referir a pessoa apenas pelo nome e finalizar o contato com expressões descontraídas, como “até breve”.

Evite errar
A professora de língua portuguesa Maria Deosdédite afirma em seu livro Manual Prático de Redação Empresarial que determinados vícios de linguagem devem ser evitados ao máximo. São eles: erros de ortografia, pleonasmos (como “entrar para dentro”), ecos (utilizar palavras de sons parecidos na mesma frase, como por exemplo “a solução para a demonstração da documentação”), ambiguidade (utilização de frases que gerem dúvidas no leitor) e o arcaísmo, que é uso de expressões que já caíram no desuso. Alguns exemplos são “outrossim” (prefira “igualmente”) e via de regra (prefira “geralmente”).
Utilizar a expressão “rogamos”, por exemplo, é um arcaísmo e uma falha na interpretação da palavra, considerando que deve-se rogar apenas a um padre.

“Segue anexo” ou “em anexo”
Há uma dúvida que sempre surge na cabeça de um profissional que trabalha com e-mails. Ao enviar um anexo, é correto dizer “segue em anexo” ou “segue anexo”? Para responder a essa pergunta é preciso imaginar o e-mail como algo palpável, o qual se pode tocar, como por exemplo um relatório impresso.
Se no final deste relatório houver um documento extra, que não faz parte dele, mas está com ele, é possível dizer que o documento está anexo ao relatório. O mesmo acontece com o e-mail.

O documento anexo não está em um local chamado anexo, e sim anexo ao e-mail. Portanto, dizer “segue em anexo” é errado. O correto é “segue anexo”.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Tenha um destaque positivo na empresa

Publicada na edição de 14 a 20 de fevereiro de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Qualificação, comportamento profissional, dedicação e um algum sacrifício são os ingredientes do sucesso

Há quem dê duro, trabalhe com responsabilidade, e não veja o reconhecimento. Há também quem reclame da falta dele sem perceber que na verdade não se dedica o suficiente. Considerando a agressividade do mercado e a concorrência cada vez mais acirrada, reunimos dicas de especialistas para que bons profissionais consigam se destacar positivamente no ambiente de trabalho.

Tenha boa qualificação
Um dos requisitos básicos para preencher vagas e transpor cargos dentro das empresas é que o profissional tenha estudado e costume frequentar salas de aula. Além de garantir o nível de conhecimento necessário para exercer a profissão, aquele que estuda demonstra claramente que deseja aprender cada vez mais – e é por pessoas assim que a maioria das empresas procura.
“Ter boa qualificação é fundamental. O mundo é como uma escada rolante que você precisa subir – e ter uma boa qualificação é uma das formas de subir mais rápido”, exemplifica o consultor Sílvio Celestino. Segundo ele, é importante que o profissional se preocupe em estudar em instituições de renome, pois elas apontam a qualidade do ensino recebido.

Comportamento profissional
“Contribua com a empresa em todos os momentos. Demonstre essa contribuição em seu comportamento, em seus diálogos e em sua imagem pessoal, inclusive nas redes sociais. As empresas precisam de pessoas que as representem bem em todos os momentos. O bom comportamento profissional é algo que todos os seus líderes apreciam, pois valoriza a empresa”, indica Sílvio.
Portanto, ser pontual, ter um bom relacionamento com os colegas, se vestir adequadamente e prever e driblar contratempos no ambiente de trabalho soma muitos pontos. O consultor de carreiras e executivos Laerte Leite Cordeiro acredita que o bom comportamento profissional sempre é percebido pelo superior, assim como as más condutas também são. “Como o sucesso de qualquer chefe depende da sustentação de seus subordinados, que o ajudam em suas responsabilidades, o comportamento dos membros da equipe – seja bom ou ruim – é facilmente percebido”, diz.

Dedique-se
A dedicação, ou a falta dela, é sempre percebida por aqueles que estão por perto, e principalmente pelo líder. “Não adianta fingir que se dedica ao trabalho e achar que ninguém está vendo”, diz Sílvio Celestino. Quem deseja se destacar no ambiente de trabalho precisa contribuir com boas ideias, propor alternativas aos problemas e superar metas. “O algo a mais, a pró-atividade, o esforço extra e a disponibilidade para resolver eventuais situações são os caminhos para uma carreira de sucesso”, aponta Laerte Leite Cordeiro.

Sacrifícios são necessários
Segundo Laerte, “nenhuma empresa inteligente cobra que seus funcionários sejam ‘fissurados’ por trabalho”. Elas esperam, sim, que eles colaborem de maneira efetiva.
“Se você deseja ter uma vida profissional de sucesso, precisa aprender a contribuir verdadeiramente com a empresa. Só assim as oportunidades acontecem. Quem não se dedica dificilmente verá a sua carreira atingir níveis mais elevados, que é onde se pagam os melhores salários. Sem sacrifícios, não há ganhos significativos, principalmente em longo prazo”, explica Sílvio Celestino.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Levando uma jornada dupla

Publicada na edição de 23 a 29 de agosto de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Seja por necessidade financeira ou por realização profissional, muitas pessoas trabalham em dois empregos


Ter uma segunda fonte de renda é o sonho de muitos trabalhadores e um fator que os motiva atuar em dois empregos. Além de gerar mais dinheiro no final do mês, exercer duas funções pode trazer maior realização profissional. Mas nem tudo são flores no mundo da dupla jornada. Os profissionais que a encaram tendem a sacrificar o seu tempo de folga e lazer e passar os dias cansados e estressados. Neste caso, há a preocupação de que o desempenho em um emprego possa prejudicar o desempenho no outro.
“Se as funções são parecidas, ou se estão na mesma área, é mais fácil levar. Agora se elas exigem conhecimentos e habilidades completamente diferentes, o trabalho tende a ser mais cansativo e os resultados podem ser prejudicados”, diz o consultor em recursos humanos Laerte Cordeiro, que dá a dica: “Se você precisa ou quer ganhar mais dinheiro e tem condições de trabalhar, não amoleça o corpo. Aproveite a sua saúde e trabalhe o quanto puder. Viver em uma sociedade como a nossa, atualmente, é muito caro”.

Vale a pena
Há quem trabalhe em dois empregos completamente diferentes, em um pela segurança financeira e em outro levando em conta a sua satisfação pessoal. Esse é o caso de Claudia da Silva, que trabalha em um banco e aderiu à outra função para se realizar profissionalmente. “Fiz cursos, me pós-graduei e hoje exerço a profissão de psicopedagoga. Trabalho o dia inteiro no banco e a noite atendo alunos com dificuldade de aprendizado”, conta Claudia.
Sua rotina é agitada e ela lamenta não poder se comprometer completamente na área em que prefere atuar. “Ser psicopedagoga é uma realização plena. Lamento que não sobre muito tempo para essa atividade. Eu gostaria de me dedicar muito mais a função e sinto muito por isso”, revela.
Um dos motivos para que Claudia consiga conciliar as suas atividades é que o consultório fica próximo do banco onde trabalha. Mas, mesmo se fosse longe, Claudia não desanimaria. “Minha satisfação como psicopedagoga não tem preço”, diz.

E o lazer?
Um dos principais problemas em ter dois empregos é a dificuldade de conciliá-los com o tempo de descanso e de lazer. “Quem trabalha assim normalmente não tem muito tempo sobrando. Há momentos na vida em que é preciso sacrificar algumas coisas em beneficio de outras”, diz Laerte.
O consultor também acredita que quem pretende mudar de carreira e não conhece muito bem a área desejada pode conciliar os dois empregos até se sentir confiante para estar em apenas um. “É uma atitude que trás segurança. Se quiser e puder estar nos dois ao mesmo tempo, por alguns meses, é interessante”, aconselha.

Sem saída
Hercio Oliveira, de 51 anos, trabalhou a vida inteira na área de segurança, e por dezoito anos manteve uma dupla jornada: durante a noite era guarda municipal e durante o dia fazia bicos como segurança particular. “O meu salário principal nunca foi o suficiente. Ás vezes eu ganhava mais nos “bicos” do que na guarda”, conta o pai de família.
Por conta da correria que levou durante todos esses anos, Hercio teve a sua saúde comprometida. “Muitas vezes eu ficava 36 horas acordado e descansava por duas, no máximo três horas. Sofri com pressão alta nos olhos e sinto dores até hoje”, afirma. Hercio confessa que as noites mal dormidas já lhe renderam um acidente de carro. “Dormi ao volante, por conta do cansaço. Essa rotina é maçante. Hoje sei que o melhor é estar em casa, convivendo com a família”, reflete.




sexta-feira, 5 de julho de 2013

Deixando a carreira pelos filhos

Publicada na edição de 28 de junho a 4 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Qual mãe nunca desejou parar de trabalhar e ficar em casa com os filhos? Especialistas indicam que a atitude não é saudável

“Quando o Júlio nasceu eu e o meu marido passávamos por boa situação financeira, portanto não pensei duas vezes em sair do emprego e ficar em casa com ele”, conta Juliana Oliveira, mãe de Júlio, de 2 anos. Esse pode ser o desejo de muitas mulheres, mas o consultor profissional de carreiras, Laerte Leite, acredita que sair do mercado de trabalho pode ser uma atitude precipitada. “Considerando que atualmente é difícil conseguir um emprego, por conta de diversos fatores, um afastamento que dure mais de dois anos certamente irá gerar problemas para a mulher que deseje retornar ao mercado de trabalho” afirma o consultor.
A psicóloga clínica Dra. Carolina Torres acredita que a ação pode gerar tanto resultados negativos quanto positivos, dependendo da estrutura da família e dos anseios da mulher. “No geral, agindo assim a mãe se resguarda em um papel antiquado, voltado apenas ao cuidado das crianças, sem satisfação pessoal, sensação de utilidade ou projeto de vida”, diz a psicóloga.

O melhor a fazer
A Dra. Carolina acredita que a decisão depende da situação financeira da família, das ambições profissionais da mulher e do fato dela ter ou não pessoas dispostas a ajudá-la. “Se existir um vínculo de confiança com alguém que possa cuidar do seu filho, como um parente ou uma instituição escolar, não há motivos para que a mãe se prive de uma vida profissional satisfatória”, alega a psicóloga.
O consultor Laerte Leite entende que agindo dessa forma a mulher prejudica a sua carreira e dificulta o seu próprio retorno ao mercado de trabalho. “Mesmo exercendo os árduos papéis de dona de casa, mãe e esposa as mulheres não devem deixar de se realizar profissionalmente. Aconselho que, caso decida abandonar o emprego, continue realizando cursos e atividades profissionais em casa. O importante é não envelhecer profissional e culturalmente”, dá a dica Laerte.

Papel social
O papel da mulher mudou nas últimas décadas. Atualmente a sociedade incentiva que ela tenha além de um emprego, uma carreira de sucesso. “Está cada vez mais forte a ideia de que ela pode, e deve, construir uma carreira, ter independência financeira e se dedicar aos cuidados com a família ao mesmo tempo”, explica a psicóloga Carolina. “Isso é até injusto, mas é a realidade do mundo atual”, acrescenta o consultor Laerte Leite.
O IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) realizou uma pesquisa com mães brasileiras de todas as classes sociais, intitulada “Mães Contemporâneas”. Os resultados apontam que as mães que trabalham fora são mais atentas aos cuidados estéticos, que vão desde a forma física e uso de maquiagem até o preparo de refeições saudáveis. Dados indicam, inclusive, que as mães que trabalham fora saem mais de casa, frequentam shoppings, restaurantes, parques e teatros nas horas vagas.

Realização
“Senti saudades dos meus filhos, todos os dias, mas não me arrependi de continuar trabalhando. Só assim fui capaz de dar uma boa vida para eles. Atualmente sou uma mulher realizada profissionalmente, e isso não tem preço”, revela a autônoma Conceição da Silva, de 46 anos.
A pesquisa “Mães Contemporâneas” revelou que para a maioria das mulheres entrevistadas o seu emprego significa realização pessoal e independência, além de proporcionar o contato com pessoas diferentes.  
É possível que as mães que trabalham fora sintam, em algum momento, frustração por não estar com os filhos e a Dra. Carolina Torres considera esse um sentimento natural. “Para se sair bem na delicada organização da vida profissional e da vida pessoal a mulher precisa saber separar as coisas. Indico que continue trabalhando, pelo menos por meio período, ou que tenha algum projeto pessoal. Do contrário muito provavelmente se sentirá sufocada após anos de completa dedicação aos filhos”, explica a psicóloga.Qual mãe nunca desejou parar de trabalhar e ficar em casa com os filhos? Especialistas indicam que a atitude não é saudável

Rayane Santos

“Quando o Júlio nasceu eu e o meu marido passávamos por boa situação financeira, portanto não pensei duas vezes em sair do emprego e ficar em casa com ele”, conta Juliana Oliveira, mãe de Júlio, de 2 anos. Esse pode ser o desejo de muitas mulheres, mas o consultor profissional de carreiras, Laerte Leite, acredita que sair do mercado de trabalho pode ser uma atitude precipitada. “Considerando que atualmente é difícil conseguir um emprego, por conta de diversos fatores, um afastamento que dure mais de dois anos certamente irá gerar problemas para a mulher que deseje retornar ao mercado de trabalho” afirma o consultor.
A psicóloga clínica Dra. Carolina Torres acredita que a ação pode gerar tanto resultados negativos quanto positivos, dependendo da estrutura da família e dos anseios da mulher. “No geral, agindo assim a mãe se resguarda em um papel antiquado, voltado apenas ao cuidado das crianças, sem satisfação pessoal, sensação de utilidade ou projeto de vida”, diz a psicóloga.

O melhor a fazer
A Dra. Carolina acredita que a decisão depende da situação financeira da família, das ambições profissionais da mulher e do fato dela ter ou não pessoas dispostas a ajudá-la. “Se existir um vínculo de confiança com alguém que possa cuidar do seu filho, como um parente ou uma instituição escolar, não há motivos para que a mãe se prive de uma vida profissional satisfatória”, alega a psicóloga.
O consultor Laerte Leite entende que agindo dessa forma a mulher prejudica a sua carreira e dificulta o seu próprio retorno ao mercado de trabalho. “Mesmo exercendo os árduos papéis de dona de casa, mãe e esposa as mulheres não devem deixar de se realizar profissionalmente. Aconselho que, caso decida abandonar o emprego, continue realizando cursos e atividades profissionais em casa. O importante é não envelhecer profissional e culturalmente”, dá a dica Laerte.

Papel social
O papel da mulher mudou nas últimas décadas. Atualmente a sociedade incentiva que ela tenha além de um emprego, uma carreira de sucesso. “Está cada vez mais forte a ideia de que ela pode, e deve, construir uma carreira, ter independência financeira e se dedicar aos cuidados com a família ao mesmo tempo”, explica a psicóloga Carolina. “Isso é até injusto, mas é a realidade do mundo atual”, acrescenta o consultor Laerte Leite.
O IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) realizou uma pesquisa com mães brasileiras de todas as classes sociais, intitulada “Mães Contemporâneas”. Os resultados apontam que as mães que trabalham fora são mais atentas aos cuidados estéticos, que vão desde a forma física e uso de maquiagem até o preparo de refeições saudáveis. Dados indicam, inclusive, que as mães que trabalham fora saem mais de casa, frequentam shoppings, restaurantes, parques e teatros nas horas vagas.

Realização
“Senti saudades dos meus filhos, todos os dias, mas não me arrependi de continuar trabalhando. Só assim fui capaz de dar uma boa vida para eles. Atualmente sou uma mulher realizada profissionalmente, e isso não tem preço”, revela a autônoma Conceição da Silva, de 46 anos.
A pesquisa “Mães Contemporâneas” revelou que para a maioria das mulheres entrevistadas o seu emprego significa realização pessoal e independência, além de proporcionar o contato com pessoas diferentes.  
É possível que as mães que trabalham fora sintam, em algum momento, frustração por não estar com os filhos e a Dra. Carolina Torres considera esse um sentimento natural. “Para se sair bem na delicada organização da vida profissional e da vida pessoal a mulher precisa saber separar as coisas. Indico que continue trabalhando, pelo menos por meio período, ou que tenha algum projeto pessoal. Do contrário muito provavelmente se sentirá sufocada após anos de completa dedicação aos filhos”, explica a psicóloga.




terça-feira, 30 de abril de 2013

Que tal abrir uma franquia?


Publicada na edição de 19 a 25 de abril de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Se você tem habilidade e motivação, saiba o que observar antes de abrir o seu próprio negócio

O setor de franquias foi um dos que mais cresceu no Brasil na última década. Segundo dados do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), as pessoas preferem abrir franquias ao invés de criar novas marcas porque assim assumem um negócio já testado e que tem sucesso comprovado.

Conheça
Franquia é o sistema em que a empresa cede a um empreendedor os direitos de usar a sua marca, sua tecnologia e o seu sistema operacional para vender os produtos ou os serviços. Para isso, os franqueados precisam pagar valores estabelecidos pela marca, como taxa de propaganda, taxa de royalties (direitos autorais), taxa de franquia e um percentual sobre as vendas realizadas. “Tudo depende do acordado em contrato”, explica a Gerência de Relacionamentos da ABF - Associação Brasileira de Franchising.

Investimentos
Ao abrir uma franquia muitas pessoas levam em consideração apenas o preço dos gastos “básicos” e esquecem os recursos necessários para cobrir os custos do negócio, como a manutenção do estoque, a folha de pagamento e o capital de giro (valor que deve estar sempre nos caixas da empresa, para ser utilizado conforme a necessidade).
Portanto, a maioria das franquias estabelece em contrato o investimento total necessário, somando o capital de giro, o valor da instalação e a taxa de franquia, além de estabelecer uma estimativa média para o faturamento mensal da empresa.

A marca e o segmento
Antes de escolher a marca ideal é importante definir o segmento com o qual deseja trabalhar: crianças, jovens, adultos ou pessoas da melhor idade, homens ou mulheres, de determinada personalidade ou estilo de vida, etc. Segundo especialistas, após a identificação do segmento é importante verificar se ele passa por um bom momento e se tem perspectiva de crescimento futuro.
A marca escolhida precisa atender às suas expectativas, que vão desde o valor do investimento até a sua satisfação em trabalhar com ela. A escolha deve ser assertiva, pois segundo a ABF os contratos de franquias são fechados por muitos anos, a fim de fortalecer os pontos de venda e criar um relacionamento longo entre os parceiros. “A intenção é que a marca e o empreendedor prosperem. Os contratos, que amarram essa relação, representam uma segurança para ambos”, explica a gerência da Associação.

Legislação
Segundo indicações da ABF é interessante que o franqueado conheça todas as regras do negócio e analise o contrato - se necessário com o auxílio de um advogado - para ter ciência dos benefícios, retornos, obrigações e taxas que irão nortear o acordo. O SEBRAE aconselha que o empreendedor conheça todos os direitos e os deveres - dele e da empresa - antes de iniciar o negócio.

Renovação
Segundo esclarecimentos da Gerência de Relacionamentos ABF, a renovação do contrato depende dos resultados e da política de cada empresa. “Se para a marca for importante manter o ponto, ela vai manter. É possível que ela aprove a transferência para outra pessoa, após uma série de análises, assim como foi feito com o primeiro empreendedor”.

Dica
Segundo a SEBRAE antes de iniciar o negócio é interessante entrar em contato com outros franqueados da marca para conhecer as suas experiências e observar o seu dia a dia. Assim, será possível fazer uma auto avaliação e saber se você está apto para gerir esse tipo de negócio.





Por dentro do vocabulário corporativo


Publicada na edição de 12 a 18 de abril de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Tudo muda diariamente, inclusive a linguagem. Conheça as expressões usadas atualmente nas grandes empresas

Você já deve ter ouvido as palavras CEO, Feedback e Business e ter percebido que as expressões do vocabulário corporativo são, muitas vezes, originárias de palavras em inglês. O Gerente de Transição de Carreira da Thomas Case & Associados, José Alberto Oliveira explica que as expressões em inglês valorizam os executivos e as empresas. “Elas dão a entender que a organização é grande e está presente em diversos países e sua linguagem deve ser multinacional”.
Estar familiarizado com os verbetes corporativos é essencial para que o colaborador “esteja a par dos assuntos tratados no dia-a-dia”, conforme explica o gerente do Banco Bradesco e professor da Faculdade Getúlio Vargas, Vinicius Scrivani. Conheça o significado das expressões que estão em alta.

CEO
Quando não for o cargo mais alto da empresa, o Chief Executiver Officer (Diretor Executivo ou Diretor Geral) só estará abaixo do presidente. José Alberto explica que os “executivos de multinacionais usam expressões como essas para manter suas conversas em nível mundial”.
Para os que não estão familiarizados com essa e demais expressões, Vinicius indica pesquisas. “A internet é uma ferramenta que e está ao alcance da maioria das pessoas, atualmente. Acredito que não haverá dificuldade em conseguir a informação”.

Feedback
Expressão popularizada, dar um feedback significa fazer comentários, sejam eles negativos ou positivos. Ainda hoje, muitos têm medo dele. “Isso acontece por que há pessoas que dão o feedback apenas quando o outro comete uma falha”, explica Vinicius. O retorno positivo também existe e é fundamental ao colaborador e ao líder.

Colaborador
O termo “empregado” caiu em desuso e foi substituído por “funcionário”, que também já está ficando para trás. A expressão fortemente utilizada pelas empresas hoje em dia é “colaborador”, que se refere ao membro da equipe que colabora, coopera e contribui para diversas atividades – deixando de ser aquele que apenas executa um trabalho específico.

Líder
Diferente do chefe, que dá ordens e muitas vezes não se preocupa com o desenvolvimento pessoal e profissional dos seus subordinados, o líder é considerado a “cabeça” da equipe. Ele analisa e conduz as situações com humanidade e respeita os limites dos seus liderados. Atualmente, os colaboradores esperam ter um líder e não mais um chefe.

Brainstorming
Se alguém te disser que na reunião vai acontecer um brainstorming, não se assuste. O significado, em inglês, desta palavra é “chuva de ideias”. Significa, então, que na reunião as ideias serão bem-vindas, ouvidas e avaliadas por todos, na intenção de resolver problemas ou criar produtos e serviços.

Business
Significa negócios ou negociar. A palavra gera inúmeras outras expressões, atualmente bastante utilizadas: Business Intelligence (inteligência de negócios), Business Plan (plano de negócios), Business Unit (unidade de negócios) e Core Business (o mais forte negócio da empresa). Uma boa dica é ter um dicionário de inglês e português sempre por perto.
“Por ser praticamente uma língua mundial, o inglês é muito utilizado e aceito por todos. O problema é que a maioria das pessoas não tem conhecimento pleno. O colaborador deve saber o significado antes de falar, para não correr o risco de cair no ridículo”, dá a dica José Alberto.

Vale a pena
“É fundamental que os colaboradores conheçam os verbetes mais utilizados e sejam participativos nas conversas com líderes e colegas de trabalho”, explica Vinicius Scrivani. Segundo os especialistas, ao se manter atualizado o profissional investe em sua própria carreira.
“Tudo vai mudando no mundo corporativo e quem não estiver antenado, está por fora”, alega José Alberto.