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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sentimentos ruins podem causar doenças

Publicada na edição de 17 a 23 de outubro de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

A saúde do corpo depende também da qualidade das emoções vivenciadas no dia a dia

* Em parceria com Maiara Ribeiro

Elas são chamadas de doenças psicossomáticas: que não têm causas exclusivamente orgânicas, mas também mentais. A gastrite, por exemplo, pode ser desenvolvida por conta de hábitos alimentares ruins ou por conta de estresse e ansiedade. Apesar de terem fundo emocional, as doenças atacam efetivamente a saúde física.
Mas como saber a causa? “Na medida em que as hipóteses clínicas são descartadas, e não justificam o desconforto sentido, partimos para as possíveis razões emocionais”, explica Juliana Fazolaro Gomes, psicóloga do Hospital São Camilo.
“Quando não desenvolvemos meios em nosso dia a dia que funcionem como ‘válvula de escape’ ou ‘canal’ de alívio, receberemos no corpo a sobrecarga de emoções indesejáveis. Elas surgem de diferentes formas, seja pela dor, pressão alterada, suor, diarreia, paralisia, entre outras”, explica a especialista.
Conheça os sentimentos perigosos para a saúde, as doenças que eles podem causar e meios de se manter longe dessas possibilidades.

Pensamentos negativos
Medo, mágoa, rancor, estresse, ansiedade e angustia são alguns dos sentimentos ‘perigosos’ à saúde, quando vivenciados constante e intensamente.
Segundo a psicóloga Cláudia Sarti, para perceber quando um sentimento faz mal, é preciso simplesmente observar o estado interno enquanto eles soa vivenciados, além das ideias e pensamentos que a ele se associam. “Normalmente, são sentimentos como rejeição, exclusão, incapacidade e impossibilidade – nada que nos coloque rumo ao desenvolvimento e ao crescimento pessoal”, explica.
Juliana afirma que a própria pessoa é o seu melhor termômetro. “Somos capazes de sentir quando algum mal-estar se aproxima, nos afeta, e quando nos prejudica de alguma forma – especialmente se eles repetem”.

Atitudes positivas
Para evitar o desenvolvimento de tais doenças, a indicação é minimizar o sentimento negativo, através da prática de exercícios físicos, atividades voltadas ao lazer e conversas com pessoas que podem estar causando indisposições.
“Caminhadas para redução dos níveis de stress, a prática de artes marciais ou até mesmo o aprendizado de um instrumento musical são positivas para o bem-estar”, aponta Cláudia. Segundo a especialista, o tratamento varia de paciente para paciente, mas consiste em procurar o caminho contrário ao que levou a doença.
Procurar manter uma alimentação saudável, beber moderadamente, fazer passeios culturais, manter contato com a natureza, organizar objetos pessoais, viajar, alimentar relações de afeto, saber dizer não, entre outras atitudes, fomentam a qualidade de vida, de acordo com a psicóloga Juliana Fazolaro.

Somatização (título diferenciado)
Enquanto as doenças psicossomáticas são reconhecidas através de exames clínicos, as somatizações não são. Quem passa por um ataque de pânico ou sofre de depressão, por exemplo, pode ter o corpo bastante saudável. Nestes casos, o tratamento é ditado exclusivamente por um psicólogo.

“A expressão ‘o corpo fala’ é real e adequada quando nos referimos ao verbo somatizar - ato ou efeito de transferir para o corpo um problema de ordem psicológica”, esclarece Juliana. 

Magreza não é sinônimo de saúde

Publicada na edição de 12 a 18 de setembro de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Aos magros, vale a reflexão: será que o seu peso e o seus hábitos (alimentares ou não) lhes favorecem?

Doenças como diabetes e colesterol alto incidem, na maioria dos casos, em pessoas que estão acima do peso, mas tal fato não torna aqueles que estão em seu peso normal, imunes. O consumo regular de comidas gordurosas e a falta da prática de exercícios podem levar ao desenvolvimento do colesterol alto, que por sua vez é um fator de risco para o desenvolvimento de diabetes.
Já a anemia, a desnutrição, a baixa imunidade e a tendência ao desenvolvimento da osteoporose atingem com maior frequência pessoas magras.
“É possível classificar como magro saudável aquele que tem boa disposição para realizar as atividades do dia a dia e que não adoece com frequência”, aponta Paulo Rosenbaum, endocrinologista do Hospital Albert Einstein.

Você é magro demais?
Há várias maneiras de constatar se a pessoa está ou não em seu peso ideal. A principal delas é o cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea), que aponta se o peso é proporcional à altura. Para fazer tal estimativa, divida o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) elevada ao quadrado. Um resultado inferior a 18 indica que o peso está abaixo do esperado.
Mas, aqueles que constatam estar excessivamente magros devem tentar engordar sem orientação médica? “Só quem, após uma avaliação profissional, constata que a magreza pode comprometer a saúde – o levando a desenvolver alterações hormonais e deficiências nutricionais e imunológicas – deve procurar um respaldo médico para iniciar a dieta. Além disso, apenas o profissional pode corrigir as causas do emagrecimento”, aponta o doutor Rosenbaum.

Magro por quê?
Crescimento na puberdade, alterações menstruais, estresse, distúrbios alimentares, tabagismo e doenças como o hipertireoidismo são algumas das causas que podem levar ao emagrecimento excessivo. A magreza pode, também, estar associada ao biotipo e ao perfil genético da pessoa.
Independentemente da causa, para evitar o desenvolvimento de doenças, ter bons hábitos, como a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, é imprescindível.
“Pessoas magras que não se alimentam corretamente tendem a apresentar com mais frequência anemias e deficiências nutricionais que diminuem a imunidade e podem levar a infecções”, explica o endocrinologista.
São sintomas comuns da anemia o cansaço generalizado, a falta de apetite e a palidez na pele e mucosas. A desnutrição também leva a indisposição e a perda da força muscular, além da queda de cabelo, unhas quebradiças e alterações hormonais – como a ausência da menstruação. Vale a pena estar atento aos sintomas.

De olho na barriguinha 

Mesmo pessoas magras costumam ter a famosa “barriguinha saliente”. Apesar de comum, a gordura abdominal é “perigosa”, pois está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e o aumento de gordura no sangue, segundo o médico Paulo Rosenbaum.

Atenção: adultos também devem se vacinar

Publicada na edição de 05 a 11 de setembro de 2014 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.

Preocupação é maior com recém-nascidos e crianças, porém há diversas imunizações para os crescidos

Quando o assunto é vacinação, é comum que venha a mente os cuidados com as crianças, principalmente com as recém-nascidas, e com os idosos. Porém, segundo Renato Bonin, médico responsável pela clínica de vacinas Vaciclin, os adultos são aqueles que mais padecem e transmitem doenças no Brasil – algo que poderia ser evitado com a vacinação na fase adulta.
“Aquele que tomou todas as vacinas quando criança tem a imunidade diminuída com o passar dos anos, mas muitas pessoas não sabem disso. O adulto que não se vacina coloca em risco a saúde de crianças, idosos e outros adultos que estão a sua volta, pois passa a ser um disseminador de doenças”, aponta Bonin.
Há diversas vacinas a serem tomadas por pessoas com mais de 20 anos. A rede pública de saúde oferece vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR – tríplice viral); tétano e difteria (DT – dupla tipo adulto) e contra a febre amarela. Porém, a vacinação contra HPV, hepatites A e B, pneumonia, meningite e coqueluche também é altamente recomendável, apesar de ser oferecida somente em clinicas particulares.

De olho na HPV e hepatite B
Nenhuma vacina oferece 100% de garantia de que o paciente não contrairá a doença. Portanto, enquanto pessoas imunizadas podem contrair enfermidades com intensidade mais leve, aqueles que não são vacinados tendem a contraí-las em nível mais agressivo.
Uma das vacinas que oferece maior garantia é a quadrivalente contra a HPV, que tem 98% de eficácia. Indicada para mulheres com até 49 anos e homens com até 27 anos, a vacina contra HPV previne inflamações na pele e mucosas genitais, afastando a possibilidade de câncer.
Hoje, o Ministério da Saúde oferece a vacinação apenas para meninas entre 11 e 13 anos. “Acredito que a vacinação é restrita por conta do seu custo. Porém, para homens e mulheres que têm a possibilidade de pagar pela vacina, ela é altamente aconselhável”, indica Renato Bonin. Em clínicas particulares, o preço da dose parte de R$ 240,00, e são necessárias três doses.
Já a vacina contra a Hepatite B é disponibilizada gratuitamente na rede de saúde pública para os adultos. “Há uma incidência bastante alta da doença, pois ela é sexualmente transmissível. Em 10% dos casos pode ser desenvolvido câncer no fígado”, alerta Bonin.

Cuidado com a meningite
Recentemente, casos de meningite foram registrados em todo o país. A doença pode ser contraída de forma viral ou bacteriana e ataca o sistema nervoso, sobretudo o cérebro e a medula espinhal. Os bebês e as crianças estão na faixa etária mais propensa a infecção, porém adultos também devem procurar a vacina - principalmente porque há a possibilidade de serem “portadores assintomáticos”.
“Há pessoas que contraem a meningite bacteriana e não sofrem nenhum de seus sintomas. Porém, são disseminadores da doença e podem passar a sofrer os sintomas se a sua imunidade cair e a bactéria atingir sua corrente sanguínea”, explica Bonin.
O médico Paulo Taufi Maluf Júnior, do Hospital Sírio-Libanês, esclarece: “As vacinas de meningite disponíveis na rede pública são: pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada e pentavalente. Já na rede privada, para crianças são oferecidas a pneumocócica 13 valente, a meningocócica A, C, W, Y e a pentavalente”, aponta Taufi. Mesmo aqueles que já tomaram as vacinas quando crianças podem procurar o reforço quando adultos nas clínicas privadas.

Perdi a carteirinha de vacinação. E agora? 

As vacinas a serem tomadas na fase adulta são as que não foram recebidas na infância ou reforços à elas. Portanto, a dica para aqueles que perderam a carteirinha e não se lembram das vacinas que já tomaram é procurar o posto de saúde ou a clínica onde foi vacinado e levantar o seu histórico.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Hemorroida: a doença que é um tabu

Publicada na edição de 18 a 24 de outubro de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Deixe de lado as piadas de mau gosto. A coceira, a queimação, a dor e o sangramento precisam ser tratados

Vergonha. É o que faz com que muitas pessoas que sofrem de hemorroidas deixem de procurar um médico ou de falar abertamente sobre o assunto – o que de fato é uma bobagem, pois qualquer um está propenso a desenvolver a doença.
A causa é uma só: aplicar constante pressão sobre as veias do ânus. Essa pressão faz com que elas inflamem, inchem e até mesmo se externem. O cirurgião geral Silvio Gabor esclarece os principais mitos e verdades em relação ao surgimento e ao tratamento das hemorroidas.

É mentira
Há pessoas que dizem que “andar a cavalo ou de bicicleta”, “ficar muito tempo sentado no vaso sanitário”, e “fazer sexo anal” geram hemorroidas. Há até quem diga a bobagem de que “hemorroida causa câncer”. “Há essa confusão com o câncer porque alguns sintomas são parecidos, como o sangramento, por exemplo. Mas ele também pode ocorrer por conta de doenças do esôfago, estômago e intestino delgado”, explica o médico.
Já andar a cavalo ou de bicicleta só contribui para o surgimento das hemorroidas quando a pessoa passa boa parte do seu dia sentada sobre eles. Em relação ao ato de ficar muito tempo sentado na privada, o doutor Gabor explica que o problema é fazer muito esforço para evacuar, durante muito tempo.
“Já o ato sexual pode causar microtraumas e fissuras na região, mas não chega a ser a causa do problema. Os cuidados devem se relacionar, sim, à prevenção de transmissão de doenças e possíveis lesões no local por falta de relaxamento da musculatura e lubrificação”, acrescenta o médico.

Longe de mim
Fezes ressecadas muitas vezes resultam em prisão de ventre, a famosa dificuldade para ir ao banheiro. "Se a pessoa já tem o problema, o esforço repetitivo durante as evacuações pode levar ao crescimento das veias”, explica Gabor. Por isso, a melhor forma de se prevenir de hemorroidas é beber muita água e comer frutas, vegetais e grãos integrais – fontes de fibras, que ajudam na hidratação das fezes.

Xi, será que eu tenho?
As hemorroidas podem ser internas ou externas ao ânus, sendo que as externas incomodam mais, porque são palpáveis e coçam. É importante saber que a dor não é um sintoma obrigatório. “O único sinal da hemorroida interna, por exemplo, pode ser a presença de sangue na evacuação”, explica o médico. Vale a pena estar atento aos sinais.

Como é o tratamento?
Os médicos indicam pomadas, que minimizam o desconforto – mas não curam o problema. A veia hemorroidária, uma vez dilatada, exige muitos cuidados para voltar ao seu estado normal.
O doutor Silvio Gabor indica um banho de assento para aliviar os sintomas: o paciente deve permanecer sentado em uma bacia com água morna por aproximadamente cinco minutos, três a quatro vezes ao dia. É interessante também que os pacientes evitem alimentos picantes, que irritam os tecidos inflamados e evitem fazer atividades que exijam força, como a musculação, por exemplo.
Em casos mais graves, a cirurgia ou o estrangulamento da veia afetada pode ser a solução.

Atenção, grávidas 
A gestação e o parto favorecem a dilatação dos vasos do ânus por conta do aumento de peso e da pressão exercida sobre a região pélvica. “A maioria das grávidas têm hemorroidas, mas os sintomas geralmente são discretos e não exigem medicamentos, apenas mudanças na alimentação” explica o médico.
É preciso também estar atenta ao período de amamentação, que é quando a mulher perde muita água para produzir o leite materno. “As mamães devem se hidratar para não ter as fezes ressecadas”, finaliza Silvio Gabor.



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cai o índice de colesterol ruim

Publicada na edição de 27 de setembro a 3 de outubro de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


A intolerância se tornou mais rigorosa aos pacientes de alto risco – geralmente fumantes, obesos e sedentários


A Sociedade Brasileira de Cardiologia baixou de 100 mg/dL (miligramas por decilitro de sangue) para 70 o nível ideal de colesterol LDL, também conhecido como o colesterol ruim. A mudança é apenas para pacientes de alto risco.

Você é um paciente de risco?
Estão no grupo aqueles que têm altas chances de ter um infarto nos próximos dez anos. Para definir, o médico analisa o índice de colesterol bom – o HDL –, o índice de colesterol ruim – o LDL –, a pressão arterial, os níveis de glicemia e diabetes, o peso, o sexo e a idade do paciente, além de considerar hábitos como a prática de atividades físicas e o tabagismo e o seu histórico familiar.
É recomendável que as pessoas procurem um acompanhamento médico, façam exames para detectar a presença dos fatores de risco e adotem um estilo de vida saudável o quanto antes.

Atenção, mulheres
Os médicos da Sociedade Brasileira de Cardiologia admitem que, ao longo das últimas décadas, as campanhas de conscientização de que o entupimento das artérias pode levar ao infarto atingiram em maior escala a população masculina. Culturalmente, as mulheres se preocupam mais com doenças como o câncer, principalmente o de mama e o do colo do útero.
Considerando que muitas têm se lançando no mercado de trabalho e se submetido a um forte nível de estresse, principalmente quando têm duas jornadas – trabalham fora e são as responsáveis pelos afazeres domésticos – aumenta a cada ano o índice de infartos em mulheres jovens.

Infarto silencioso
Sendo o entupimento das artérias uma ação sutil, algo que se forma ao longo de 30 ou 40 anos, ao passar por alguns sintomas de infarto – dor no peito, braço, pescoço e costas, desencadeada por um esforço físico ou emoção forte – as mulheres geralmente não desconfiam de um problema cardíaco. É importante estar atento aos sintomas e não demorar a ir a um hospital, pois quanto antes o tratamento for iniciado, maior é a chance de recuperação.

Entenda o colesterol
Sem ele não sobreviveríamos. O colesterol está em todas as células e funciona como uma grande reserva de energia, além de realizar outras importantes tarefas no corpo humano. E, ao contrário do que se imagina, apenas 25% dele vêm dos alimentos que consumimos – os outros 75% são produzidos pelo próprio fígado.
O LDL e o HDL são proteínas que carregam o colesterol pelo corpo. Enquanto o LDL deixa cair colesterol por onde passa, o HDL recolhe tudo o que pode e leva para ser absorvido pelo fígado. Daí é que vem a fama de “bom” e de “mau” dos rapazes.

Adeus colesterol ruim
Independente de a rigorosidade ter se intensificado apenas para as pessoas que estão no grupo de alto risco, a presença do colesterol LDL é negativa para todos. A maneira ideal para reduzi-lo é a mudança de hábitos, principalmente quando o assunto é a alimentação. Abuse do feijão, do alho e de frutas como a melancia, a maçã, a laranja e o tomate, para combatê-lo. E, como segurança nunca é de mais, consuma abacate, amêndoa, castanhas, nozes e azeite de oliva, que tendem a aumentar o HDL.






Não se engane: parece bom, mas não é

Publicada na edição de 13 a 19 de setembro de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Mantenha os olhos abertos em relação aos alimentos industrializados para não consumir “gato por lebre”


É melhor para a saúde tomar suco do que beber refrigerante, comer barra de cereal ao invés de doces e incluir os vegetais na alimentação, certo? Depende. Para que o efeito desses alimentos no corpo seja positivo eles devem mais do que parecer saudáveis, precisam realmente ser.
O suco, por exemplo, deve ser natural e fresco, a barra de cereal precisa ter mais fibras do que açúcares em sua composição e os vegetais não devem ser mantidos em conserva. Fuja do sódio, dos açúcares e dos conservantes e dê preferência aos alimentos saudáveis e naturais.

Sucos industrializados
Não se pode negar que tomar suco é bem mais saudável do que tomar refrigerantes. O problema é que, com a falta de tempo, muitas pessoas preferem consumir sucos prontos ou pré-prontos, como aqueles de caixinha, de pozinho ou a polpa congelada, ao invés de fazerem sucos diretamente da fruta.
“Sucos industrializados são uma grande enganação, pois possuem quase tanto açúcar quanto um refrigerante. São bebidas cheias de corantes e conservantes, com muito açúcar e quase nada de vitamina. Dentre eles, a melhor escolha seria a polpa, que consegue conservar um pouco mais nutrientes que os demais. Prefira sempre os menos concentrados e adicione pouco açúcar”, explica a nutricionista Mariangela Batista.

Em conserva
Sardinha em lata, carnes e legumes em conserva e até mesmo os molhos de tomate prontos devem ser consumidos com cuidado. “Alimentos em conserva tem muito sódio, componente que ajuda na conservação e prolonga a sua data de validade. A solução nesse caso é tentar consumir verduras e legumes frescos em sua forma natural – e a sardinha e as demais carnes sempre frescas”, explica Mariangela.
Para pessoas hipertensas esse hábito é essencial, pois auxilia no controle da pressão. Para as demais, é uma importante atitude para a prevenção.

Hambúrguer, salsicha e mortadela
Não há quem não goste dos embutidos. Também conhecidos como “altamente processados”, esses alimentos são gostosos, mas normalmente compostos por muito sódio e gordura, assim como o presunto e a linguiça. “Eles são ricos em gordura saturada, que faz muito mal à saúde. A solução é reduzir o consumo, deixando para comê-los esporadicamente”, dá a dica a nutricionista.
Prefira comer carnes vermelhas, frango e peixe frescos. Uma boa dica é fazer hambúrgueres caseiros, com carne moída fresca. Em médio e em longo prazo a atitude fará uma diferença positiva na saúde de todos da família.

Não se engane com o diet e o light
Alimentos diet são os especialmente formulados para pessoas que têm restrições de nutrientes específicos, como por exemplo, os diabéticos. Já os alimentos light são aqueles que têm menos açúcares ou valor calórico que os demais, como por exemplo, um iogurte com redução de 30% de gordura.
“Tanto os alimentos diet quanto os light não são necessariamente saudáveis. Um exemplo disso é o chocolate diet: não possui açúcar em sua composição, porém têm muita gordura, o que o deixa mais gostoso. É um alimento projetado para pessoas diabéticas”, explica a especialista.

Leia sempre o rótulo
A dica da nutricionista é que se comparem os rótulos dos produtos sempre que possível. “A diferença no preço pode ser pequena, mas na composição é grande, na maioria das vezes. Opte por produtos com um menor teor de calorias, gorduras saturadas, sódio e uma maior quantidade de fibras”, diz Mariangela.

Um caso que exige atenção ao rótulo é o das barras de cereais. “Antes eu comia qualquer uma, hoje vejo as embalagens e sei que algumas têm mais açúcar e gordura do que coisas boas, como fibras e aveia. Comparar vale muito a pena”, acredita a consumidora Célia Bezerra.





quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Você mastiga de verdade aquilo que come?

Publicada na edição de 30 de agosto a 5 de setembro de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Evitar comer rápido e engolir pedaços grandes é um desafio. Aproveite cada refeição de maneira tranquila e favoreça a si próprio


É difícil parar pra pensar na frente de um prato de comida. Arroz, feijão, carne, macarrão e aquela salada saborosa são mandados pra dentro sem hesitação, afinal a hora do almoço é sagrada. E o docinho da tarde então? Se come sem pesar. Já na hora do jantar a fome é tão grande que, essa que poderia ser uma refeição leve e tranquila, acaba sendo rápida e pesada. O problema é que as pessoas se esquecem de mastigar.

Sentindo o gosto
Saborear um alimento é reconhecer todas as suas características, como o seu cheiro, gosto e até mesmo a temperatura. Essa atitude gera a sensação de saciedade, que é quando percebemos que estamos completamente satisfeitos. Saborear um alimento tranquilamente é algo que tende eliminar a vontade de repetir o prato. Não seria interessante pode comer menos e saciar-se mais?
“O processo da mastigação é uma fonte rica de impulsos que estimulam ainda mais o centro da saciedade, no cérebro, que começa aproximadamente após 20 minutos do início de cada refeição. Sendo assim, uma pessoa que come rápido demais tende a ter menos saciedade, o que a leva a comer mais cada vez comida, mesmo que inconscientemente”, explica a nutricionista Mariangela Batista.

28... 29.... 30
Dizem que é necessário mastigar cada garfada de comida em no mínimo 30 vezes. Na verdade, cada alimento exige um tempo diferente.  Massas e cereais precisam de uma dedicação maior do que purês e legumes cozidos, por exemplo. Segundo a nutricionista uma refeição inteira deve durar tempo suficiente para que haja a comunicação entre o corpo e a parte do cérebro que regula a fome - o hipotálamo -, para que o almoço ou o jantar termine apenas quando o organismo estiver completamente saciado.
Por isso é aconselhável que se evite comer na frente da TV, do computador ou conversando com alguém, pois distrações atrapalham, principalmente a quem está tentando reaprender a mastigar. O ideal é desfrutar de cada uma das refeições com tranquilidade, preocupando-se apenas em sentir o sabor e a textura dos alimentos. Afinal, comer é considerada uma das atividades mais prazerosas da vida.

O apressado come cru
Sabe aquele soninho depois do almoço? A má digestão dos alimentos causa sono. Isso sem contar a azia, os gases e a possibilidade de desenvolver gastrite e úlcera. “Quanto menos mastigarmos, mais trabalho terá nosso estômago para digerir, o que o obrigada a produzir mais ácido clorídrico. Este ácido faz parte do suco digestivo que ajuda a aproveitar as proteínas presentes na comida, mas que também gera uma probabilidade maior da pessoa ter gases e azia”, revela a nutricionista.
A mastigação é uma das poucas atitudes conscientes que o ser humano toma em relação à digestão. Nesse processo a boca funciona como uma batedeira, dessas de fazer bolo. Enquanto a saliva umedece e mescla a comida, a língua tem a função de movimentar a "massa", até que o bolo esteja pronto para a próxima etapa. É uma atitude simples, que facilita o trabalho do corpo dali por diante e possibilita a melhoria da própria qualidade de vida.

Diminua os pedaços
Parece que quanto mais gostosa a comida, pior. A maioria das pessoas não mastiga por tempo necessário e às vezes engole pedaços grandes. A mastigação, que é o que possibilita ao ser humano ingerir os mais diversos tipos de alimentos e é o primeiro passo para uma boa digestão. “Não tem jeito, a digestão começa na boca. A partir do momento em que mastigamos o estômago se prepara para receber os alimentos e então seguir com o processo”, esclarece Mariangela.
Se o estômago recebe pedaços muito grandes ou muita comida de uma só vez tende a passar por uma sobrecarga de atividades, produzindo altos níveis das mais variadas substâncias. Portanto é interessante habituar-se a comer em um ritmo desacelerado. Alimentar-se em locais calmos e tranquilos fará com que se tenha menor agitação e mais tempo para comer. Lembre-se que o prazer em se alimentar está justamente naquilo que mastigamos, dentro da boca, e prolongue essa sensação ao máximo.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A importância do aleitamento materno

Publicada na edição de 9 a 15 de agosto de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Mulheres deixam de amamentar por acreditarem que outros alimentos possam ser mais nutritivos ao seu bebê

Nos primeiros meses de vida do bebê a mãe se preocupa em garantir a melhor alimentação que ele pode ter. Boas mamadas, em intervalos de tempos programados, garantem a sensação de que a criança está sendo bem alimentada. Mas, na medida em que o bebê vai crescendo, surge o medo de que o leite materno não seja o suficiente para garantir o seu sustento por completo.
A falta de informações sobre a importância do aleitamento materno é uma realidade comum em hospitais públicos e particulares. Atualmente, apenas 38% das crianças no mundo se alimentam exclusivamente de leite materno nos seis primeiros meses de vida, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. A intenção é que até 2025 esse número chegue a, pelo menos, 50%.

Benefícios do leite materno
Segundo o Ministério da Saúde qualquer criança pode, e deve, se alimentar apenas do leite materno nos seus seis primeiros meses de vida, não precisando comer ou beber mais nada - nem mesmo água ou chás, pois nele há tudo que o bebê necessita para estar nutrido, crescer e se desenvolver com saúde. O leite materno é o único alimento que fornece nutrientes importantes para o desenvolvimento cerebral, que combatem infecções, protegem a criança contra bactérias e vírus e evitam diarreias. Ainda segundo o Ministério da Saúde, o recém-nascido alimentado apenas com o leite materno tende a ser recuperar de doenças com mais facilidade.

Não diversifique a dieta
Por acreditar que outros alimentos são mais práticos, nutritivos e benéficos para o bebê, muitas mães passam a dar leites industrializados, mingaus, cereais e papinhas industrializadas – itens considerados calóricos e que podem induzir o desenvolvimento de diabetes, alergias e obesidade infantil. A Organização Mundial da Saúde aconselha que apenas depois de passados os seis primeiros meses de vida sejam inseridos na alimentação da criança papinhas de frutas e de legumes – sem necessariamente interromper a amamentação, que pode ser continuada até os dois anos de idade. “O bebê que mama no peito desenvolve melhor o rosto, a boca, a mordida e principalmente o sistema respiratório”, afirma o pediatra Marcus Renato, especialista em aleitamento materno.

Fortalecendo o vínculo
“Crianças pequenas precisam e sentem prazer em sugar, pois estão na fase oral. O contato com a pele da mãe e o mamar no peito são tranquilizantes e extremamente benéficos ao bebê”, explica Marcus Renato, que é contra o incentivo ao uso da mamadeira antes dos seis meses de idade.
“Usar a mamadeira faz com que o bebê desaprenda a mamar no peito, o que diminui a produção de leite. Esqueça a história de que se tomar muita água, beber cerveja preta ou comer canjica produzirá mais leite, pois o que estimula a produção é a própria sucção do bebê. Tanto que boa parte do leite materno é produzida durante as mamadas”, esclarece o pediatra.

Benefícios à mulher
Além de fortalecer o vínculo entre a mãe e o bebê, a amamentação diminui os riscos de a mulher desenvolver anemia, osteoporose, doenças cardíacas, câncer de mama e de ovário, depressão e hemorragia pós-parto, além ser um ato prazeroso e que aumenta a autoestima. “Eu amava dar o “mamar” das minhas filhas. Eu me sentia essencial, como se ninguém pudesse dar a elas o que eu estava dando naquele momento: muito amor, carinho e um bom alimento”, lembra Mara Santos, mãe de duas meninas.




sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quando a cirurgia ocular é necessária

Publicada na edição de 19 a 25 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Usar óculos ou lentes de contato é um incômodo? Saiba se a sua doença ocular é passível de cirurgia

Quem usa, sabe. Óculos podem causar desconforto, principalmente ao praticar esportes e atividades físicas, e são inconvenientes para muitas pessoas quando o assunto é a estética. Como alternativa a eles há as famosas lentes de contato, que não interferem no visual, mas exigem maiores cuidados. Frágeis, as lentes não são toleradas por muitas pessoas, pois é necessário manuseá-las diretamente nos olhos. Além disso, o seu custo pode ser alto.
Quem sofre com doenças oculares enxerga a cirurgia como uma excelente alternativa, que possibilita a visão perfeita sem o uso de óculos ou lentes. Mas qualquer pessoa pode se submeter? Há garantia de bons resultados? Conheça o parecer do oftalmologista Dr. Ronaldo Boaventura.

Cirurgias a laser
Atualmente a maioria das cirurgias oculares é realizada com lasers, possibilitando um procedimento rápido e indolor. Os efeitos da cirurgia são permanentes, mas os olhos podem mudar com passar do tempo. Por isso o paciente é submetido a uma série de exames e análises que indicam a probabilidade do problema voltar a acontecer. Após a cirurgia é possível sentir desconforto e os olhos lacrimejando por algumas horas, mas o resultado é imediato.

Requisitos
As principais condições para realização da cirurgia são: idade mínima de 19 anos, estabilidade do grau em um intervalo mínimo de um ano, espessura adequada da córnea e lubrificação nos olhos. “Não bastam o desejo de realizar a cirurgia e um grau estável. O oftalmologista precisa fazer uma avaliação cuidadosa”, esclarece Dr. Ronaldo.
A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são condições que podem ser corrigidas, além da cirurgia, pelo uso de óculos ou lentes de contato. Se optar por cirurgia, o astigmatismo geralmente é corrigido junto com a miopia.

Procedimento
“O paciente deita em uma maca e o aparelho, parecido com um microscópio, é posicionado acima do olho que será operado. O procedimento só se inicia após a aplicação dos colírios anestésicos e antibióticos”, explica o oftalmologista. “A cirurgia pode ser feita de duas formas: levantando a córnea e aplicando o laser ou removendo parte da córnea e então aplicando o laser”, esclarece Dr. Ronaldo.
Após a cirurgia as chances de a pessoa voltar a desenvolver o problema são pequenas. “Uma má cicatrização ou o desenvolvimento de doenças associadas à visão podem prejudicar o resultado da cirurgia e devem ser investigadas pelo oftalmologista. Mas graças à tecnologia dos equipamentos para diagnósticos e às novas gerações de laser esse risco tem diminuído”, afirma o oftalmologista.

Presbiopia
Também conhecida como "vista cansada", a presbiopia surge conforme o envelhecimento. Antes de realizar a cirurgia é preciso tempo para avaliar a estabilidade e a qualidade da visão. “Os métodos dessas cirurgias são recentes e não tem a mesma precisão das outras”, adverte Dr. Ronaldo. Isso porque a pessoa continua envelhecendo e pode precisar de uma nova intervenção.
“É preciso pensar nos reflexos da cirurgia caso a pessoa desenvolva catarata no futuro”, observa o oftalmologista. Caso precise de uma intervenção cirúrgica para remover a catarata o paciente pode encontrar dificuldades, considerando que a sua córnea já foi alterada pelo laser.

Estrabismo
“Alguns tipos de estrabismo podem melhorar com uso de óculos ou lentes, outros não. Para a grande maioria é indicada a correção com cirurgia, que por precisar de anestesia geral, geralmente é realizada em hospitais”, explica o Dr. Ronaldo.
Considerando que o estrabismo é o desvio de um dos olhos (para dentro, para fora ou um pouco para cima ou para baixo) a cirurgia é feita na intenção de fortalecer os músculos que movimentam o globo ocular. Segundo o especialista o procedimento pode ser realizado em um ou nos dois olhos e as chances de a pessoa voltar a desenvolver o problema são pequenas.





sexta-feira, 5 de julho de 2013

Longe dos sentimentos negativos

Publicada na edição de 28 de junho a 4 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Deixe de lado a raiva, a tristeza, a vergonha e a culpa. Essas emoções podem afetar o seu bem estar e a sua saúde

Ter sentimentos negativos é normal, mas senti-los o tempo todo pode causar transtornos de ansiedade e até mesmo depressão. Por isso a Dra. Juliana Fazolaro, psicóloga do Hospital São Camilo, indica que se tenha tempo para o lazer, hábitos saudáveis, cuidados com a mente e com o corpo, bons relacionamentos, balanço entre vida pessoal e profissional e cuidados com a saúde espiritual. “A dica é investir na qualidade das atividades cotidianas. Não adianta ignorar o problema porque na maioria das vezes ele está dentro de nós”, diz a psicóloga. Conheça dicas saudáveis para se afastar dos sentimentos negativos.

Faça um balanço
Tenha em mente que o seu problema pode ser resolvido e reflita sobre as mudanças que você deve fazer na sua vida para o seu próprio bem. “Pense naquele alguém que você deseja tanto encontrar, mas o orgulho não deixa, reflita se vale a pena continuar em um trabalho ou em um relacionamento que já não te deixa tão feliz quanto antes e faça ligações telefônicas para as pessoas que você ama e que não tem contato há muito tempo. Estes são exercícios que ninguém fará por você”, afirma a psicóloga.

Adote um pet
Ter um animal de estimação, como cachorros, gatos, passarinhos ou peixes pode trazer muitos benefícios. “A relação com os animais tem se mostrado, durante toda a evolução humana, fonte de afeto, prazer, relaxamento e responsabilidade. Escovar o pelo do seu gato, alimentar a sua ave ou sair para passear com o seu cão pode ser um ‘sedativo’ natural, além de fazer com que você se sinta amado”, explica a Dra. Juliana Fazolaro.

Querida natureza
Caso você se sinta constantemente cansado, triste ou desanimado a natureza pode ser um refúgio e uma fonte de renovação de energias. A psicóloga acredita que se envolver com a terra, animais e plantas é algo que acalma e tranquiliza. “Cuidar de um jardim, montar uma pequena horta em casa ou passar uma tarde no parque são atitudes revigorantes que despertam a sensação de bem-estar e esperança”, diz a Dra. Juliana. Indo com os amigos e família ao parque não se esqueça de praticar brincadeiras e esportes, pois gastar energias também é fundamental.

Se exponha ao Sol
A ciência esclarece que a exposição à luz solar pode liberar no corpo vitaminas que ajudam a diminuir a sensação de tristeza. “Quando estamos expostos à luminosidade o cérebro reduz ou interrompe a produção de um hormônio conhecido como melatonina, que proporciona cansaço e sonolência. Por isso sentimos indisposição nos dias de inverno, quando o Sol fica atrás das nuvens”, revela a psicóloga. Privar-se da luz solar pode gerar alterações de comportamento e até o desenvolvimento de transtornos de humor. “Mas se a sensação de preguiça persistir, cuidado. Ela pode ser um sintoma de início de depressão”, alerta a Dra. Juliana.

Maus momentos
A lembrança da perda de um ente querido pode provocar tristezas profundas, principalmente em datas comemorativas, como o aniversário, dia das mães, dia dos pais, etc. Nesses períodos relembre os bons momentos vividos com o ente querido e celebre tudo o que passaram juntos. A psicóloga indica que é necessário cultivar as relações de afeto com as pessoas que estão à volta. “Transmitir e receber carinho, conversar, rir de piada sem graça e dar um ‘abraço de urso’ em quem gostamos são coisas pequenas e fundamentais”, explica a Dra. Juliana.

Sempre alerta
Passar por altos e baixos é normal. Mas a psicóloga indica que é preciso estar atento a sintomas como falta de ânimo para qualquer atividade, sentimentos de desvalorização da vida, falta de energia e sensação de culpa, pois esses são indícios de depressão. “O mesmo acontece com a ansiedade, que deve ser dosada no dia-a-dia. Se perceber que está tendo palpitações, angústias, suor excessivo e/ou diarreia, sensações desagradáveis que impedem ou limitam as atividades do dia-a-dia, é hora de buscar ajuda”, indica a Dra. Juliana.

Na hora de comer...
“Sair para comer e beber ‘besteiras’ com amigos depois de um dia estressante de trabalho pode ser prazeroso pela interação social, pelo sabor da comida e pela relação desenvolvida com o alimento. Se permitir fazer isso de vez em quando é saudável”, pondera a nutricionista Mariangela Batista.
O que não é aconselhável é comer muito chocolate após uma briga com o namorado, por exemplo, considerando apenas o “alívio temporário” que isso lhe causa. É preciso ter consciência de que esse tipo de atitude não resolve o problema.
“Há alimentos que podem ajudar a relaxar e outros que podem dar ânimo em determinados momentos, mas se o consumo não fizer parte de uma alimentação saudável, certamente não haverá bons resultados. A alimentação interfere diretamente na saúde das pessoas, para o bem ou para o mal”, finaliza a nutricionista.