sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quando a cirurgia ocular é necessária

Publicada na edição de 19 a 25 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Usar óculos ou lentes de contato é um incômodo? Saiba se a sua doença ocular é passível de cirurgia

Quem usa, sabe. Óculos podem causar desconforto, principalmente ao praticar esportes e atividades físicas, e são inconvenientes para muitas pessoas quando o assunto é a estética. Como alternativa a eles há as famosas lentes de contato, que não interferem no visual, mas exigem maiores cuidados. Frágeis, as lentes não são toleradas por muitas pessoas, pois é necessário manuseá-las diretamente nos olhos. Além disso, o seu custo pode ser alto.
Quem sofre com doenças oculares enxerga a cirurgia como uma excelente alternativa, que possibilita a visão perfeita sem o uso de óculos ou lentes. Mas qualquer pessoa pode se submeter? Há garantia de bons resultados? Conheça o parecer do oftalmologista Dr. Ronaldo Boaventura.

Cirurgias a laser
Atualmente a maioria das cirurgias oculares é realizada com lasers, possibilitando um procedimento rápido e indolor. Os efeitos da cirurgia são permanentes, mas os olhos podem mudar com passar do tempo. Por isso o paciente é submetido a uma série de exames e análises que indicam a probabilidade do problema voltar a acontecer. Após a cirurgia é possível sentir desconforto e os olhos lacrimejando por algumas horas, mas o resultado é imediato.

Requisitos
As principais condições para realização da cirurgia são: idade mínima de 19 anos, estabilidade do grau em um intervalo mínimo de um ano, espessura adequada da córnea e lubrificação nos olhos. “Não bastam o desejo de realizar a cirurgia e um grau estável. O oftalmologista precisa fazer uma avaliação cuidadosa”, esclarece Dr. Ronaldo.
A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são condições que podem ser corrigidas, além da cirurgia, pelo uso de óculos ou lentes de contato. Se optar por cirurgia, o astigmatismo geralmente é corrigido junto com a miopia.

Procedimento
“O paciente deita em uma maca e o aparelho, parecido com um microscópio, é posicionado acima do olho que será operado. O procedimento só se inicia após a aplicação dos colírios anestésicos e antibióticos”, explica o oftalmologista. “A cirurgia pode ser feita de duas formas: levantando a córnea e aplicando o laser ou removendo parte da córnea e então aplicando o laser”, esclarece Dr. Ronaldo.
Após a cirurgia as chances de a pessoa voltar a desenvolver o problema são pequenas. “Uma má cicatrização ou o desenvolvimento de doenças associadas à visão podem prejudicar o resultado da cirurgia e devem ser investigadas pelo oftalmologista. Mas graças à tecnologia dos equipamentos para diagnósticos e às novas gerações de laser esse risco tem diminuído”, afirma o oftalmologista.

Presbiopia
Também conhecida como "vista cansada", a presbiopia surge conforme o envelhecimento. Antes de realizar a cirurgia é preciso tempo para avaliar a estabilidade e a qualidade da visão. “Os métodos dessas cirurgias são recentes e não tem a mesma precisão das outras”, adverte Dr. Ronaldo. Isso porque a pessoa continua envelhecendo e pode precisar de uma nova intervenção.
“É preciso pensar nos reflexos da cirurgia caso a pessoa desenvolva catarata no futuro”, observa o oftalmologista. Caso precise de uma intervenção cirúrgica para remover a catarata o paciente pode encontrar dificuldades, considerando que a sua córnea já foi alterada pelo laser.

Estrabismo
“Alguns tipos de estrabismo podem melhorar com uso de óculos ou lentes, outros não. Para a grande maioria é indicada a correção com cirurgia, que por precisar de anestesia geral, geralmente é realizada em hospitais”, explica o Dr. Ronaldo.
Considerando que o estrabismo é o desvio de um dos olhos (para dentro, para fora ou um pouco para cima ou para baixo) a cirurgia é feita na intenção de fortalecer os músculos que movimentam o globo ocular. Segundo o especialista o procedimento pode ser realizado em um ou nos dois olhos e as chances de a pessoa voltar a desenvolver o problema são pequenas.





Fuja das compras desnecessárias

Publicada na edição de 19 a 25 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Ter consciência sobre a sua situação financeira é a melhor saída para não consumir por impulso

Vivemos em uma sociedade que associa ao consumo o conceito de felicidade. Propagandas vendem produtos supérfluos como se fossem a solução de todos os problemas, o que faz com que os consumidores imponham cada vez menos limites aos seus próprios impulsos. Ao se sentirem tristes e desanimados muitos recorrem ao consumo impulsivo para dar uma “levantada no astral”. Afinal, comprar um sapato novo é o caminho para a felicidade?

Assuma o controle
“Compras compulsivas são causadas por uma forte ansiedade que só é aliviada quando há o consumo, uma vez que a pessoa não consegue controlar o desejo. A compra trás alívio, mas depois surge o remorso e a decepção diante da falta de comprometimento financeiro. Comprar por impulso ou carência, e não pela necessidade, pode gerar um endividamento”, observa Bruna Almeida, consultora financeira.
O especialista e planejador financeiro Augusto Saboia acredita que as pessoas devem valorizar o seu próprio dinheiro e se preocupar menos com as aparências. “Ninguém vai achar que você está “bem de vida” por causa de uma bolsa ou de uma roupa nova sendo que a sua condução é um ônibus lotado”, exemplifica.

Adulto ou criança?
“Se o dinheiro para compras supérfluas estiver previsto no orçamento, em outras palavras, se no mês estiver sobrando grana, compre o que quiser. Mas se o dinheiro virá do limite da conta ou do cartão de crédito, pare e pense”, indica Sabóia. Em casos como esses vale a pena se envolver em dívidas? Por que não esperar, reservar um dinheiro e comprar com consciência?
“Vejo atitudes como essas como a infantilização do consumo, em que um adulto passa a se comportar como uma criança na loja. O descontrole é tanto que só falta deitar no chão e chorar. Pra mim alguém que diz que não consegue resistir às tentações precisa amadurecer, parar de se sabotar e resolver os seus próprios problemas. Assumir o controle da situação torna a vida melhor”, diz o planejador financeiro.

Conheça dicas
“As pessoas precisam aprender que lojista não é psicólogo. Quando estiver fora de si não vá ao shopping. Se for, assista a um filme no cinema. Se mesmo assim a vontade de consumir não passar, coma um doce e volte para casa”, brinca Augusto Saboia. A dica é válida, afinal se o consumo desenfreado virar um hábito é possível comprometer a saúde financeira pessoal e familiar. O mau uso e a falta de dinheiro são assuntos que causam stress nos relacionamentos.

“Se perceber que deseja fazer compras além do que o orçamento permite adie o consumo por alguns dias, deixe a consciência falar e observe a sua própria reação. Assim ficará claro se o produto é realmente necessário. Outra alternativa é controlar o orçamento e fazer cálculos sobre a sua situação financeira sempre que possível. Esse exercício ajuda a transformar o ato da compra em algo mais racional, baseado em critérios inteligentes, afastando o consumo impulsivo” finaliza Bruna Almeida.






segunda-feira, 15 de julho de 2013

Não pague mico neste inverno

Publicada na edição de 12 a 18 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


O tempo frio pode ser um desafio. Afinal, é possível estar quentinha e bem vestida ao mesmo tempo?

Não há guarda-roupas que vença o frio. São necessárias tantas blusas, calças, sapatos fechados, meias e acessórios que há mulheres que largam mão e se vestem sem se preocupar com a estética, apenas com o conforto. “Muitas colocam roupas sobre roupas, sem nenhum senso critico, apenas com o objetivo de se aquecer” observa o consultor de moda Luis Araujo. Ele acredita que outro erro normalmente cometido no inverno é a combinação de duas ou mais estampas, completamente distintas, no mesmo look. Conheça os principais “micos fashions” e observe as dicas para fazer bonito neste inverno.

Acredite no frio
“É estranho ver uma pessoa usando roupas muito curtas ou decotadas enquanto as temperaturas estão baixas. Ela chama a atenção pelas razões erradas, fica desconfortável e ainda por cima passa frio”, afirma Olívia Midorikawa, consultora da Quinto Consultoria de Moda. Ela acredita que não há estilo que se mantenha sem conforto, portanto é importante respeitar a si mesma e se proteger do frio.

Excesso de volume
Usar muitas peças faz com que a pessoa aparente ser maior do que realmente é, além de limitar seus movimentos. “Sobreposições são ótimas porque criam um efeito de camadas, e a pessoa vai retirando peças durante o dia, coforme a mudança do tempo. É um efeito cheio de estilo e bonito, desde que seja usado sem exageros. Pode ser um suéter por cima de uma camisa, um colete sobre uma camiseta e até uma jaqueta sobre uma blusa com touca. A segunda pele também é um ótimo recurso para proteger do frio”, indica Olívia, que acredita que as pessoas devam investir em peças de qualidade, que realmente protejam do frio.
O consultor Luis Araujo é favorável ao uso de peças com microfibras. “Essa tecnologia, instalada em casacos e blusas, faz com que as pessoas eliminem peças. Roupas assim estão a preços acessíveis e muitas inclusive são impermeáveis, o que ajuda nos dias de chuva”, diz.

Não exagere no preto
“Sabemos que é mais fácil investir na cor. Mas, no inverno, podem-se usar também cores mais fechadas, como o verde esmeralda, o vermelho bordô ou um laranja queimado. O branco também é muito bem-vindo. Se as cores não forem usadas nas roupas, podem aparecer nos acessórios como bolsas, sapatos e lenços”, dá a dica a consultora Olívia Midorikawa.

Inadequado
Olívia considera um erro fashion comum no inverno o uso de tênis de academia. “Essa dica vale para o ano todo: tênis para fazer exercícios devem ser usados apenas na academia. No dia-a-dia troque por botas, sapatos fechados ou calçados esportivos mais “arrumados””. A consultora também considera negativo o uso de shorts jeans com meia-calça, considerando que o jeans é um tecido despojado. “Prefira shorts de couro ou de alfaiataria”, indica a consultora.

Não tem erro
A dica do consultor de moda Luis Araujo é que, no inverno, se componham visuais completos com no máximo duas cores. “Prefira looks em cores neutras, como crus, beges, pretos, cinzas e caquis, e combine com no máximo uma cor forte, seja ela quente, como o vermelho ou o laranja, ou fria, como o azul ou verde”, explica Luis.
Em relação às peças coringas, que podem ser utilizadas em todos os invernos, a dica é investir em “um bom casaco de lã, um cardigan de tricô ou linha, um belo suéter, uma pashmina colorida e uma jaqueta de couro”, indica a consultora Olívia Midorikawa.




Vantagens e desvantagens do banco de couro

Publicada na edição de 12 a 18 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.


Na dúvida em qual é o melhor revestimento para os seus bancos? Conheça as características do couro

O revestimento dos bancos é o item que mais chama a atenção quando se observa o acabamento interno dos veículos. Há quem diga que os carros de luxo têm bancos de couro e os carros populares, não. Essa regra não é válida, principalmente se considerarmos que muitos carros de luxo têm bancos revestidos por tecidos e diversos modelos populares podem vir com bancos de couro direto da fábrica, se assim o cliente preferir. Conheça algumas das vantagens e desvantagens em utilizar o tecido, que adiciona sofisticação a qualquer automóvel, como revestimento dos seus bancos.

Vantagens
Ele não acumula poeira como outros tecidos e não mancha com facilidade, pois é um material impermeável. “O revestimento em couro é muito indicado para quem tem crianças, por ser fácil de limpar e não acumular muita sujeira, incluindo micro organismos que são nocivos à saúde. O suor dos passageiros, a poluição do ambiente e as bactérias não passam para a espuma dos bancos, o que evita a proliferação de odores desagradáveis”, afirma Ana Cristina, gerente de vendas de uma tapeçaria especializada em bancos de couro.
Nos dias mais quentes o couro aumenta o aproveitamento do ar condicionado, por se resfriar rapidamente e se manter fresco por mais tempo. Sua durabilidade é bem maior que a do tecido. Devido à sua textura e consistência forte, o couro não estraga tão facilmente. Ana Cristina alega que, se conservado adequadamente, o material pode ser usado por mais de dez anos.
Além das facilidades no dia a dia, na hora de vender o automóvel os bancos de couro tendem a valorizar o preço de negociação.

Desvantagens
Se você e sua família buscam por aconchego nos dias frios, o couro pode não ser o tecido ideal.  Muitas vezes ele passa a impressão de estar “gelado”, se tornando não muito confortável. É um tecido que pode grudar na pele quando há o contato direto por muito tempo, algo que pode ser incômodo quando um passageiro quiser dar uma cochilada em uma viagem longa, por exemplo.
O couro exige hidratação periódica, pois a utilização constante e a exposição à luz solar o faz ressecar e possivelmente rasgar. “Além da hidratação a limpeza deve ser realizada frequentemente, com um pano umedecido em água e sabão neutro”, dá a dica Adriano Monteiro, de outra empresa especializada. Caso seja necessário consertar ou trocar o revestimento dos bancos de couro, os gastos podem ser altos.

Banco de tecido
Mais populares, se precisarem de manutenção e reparos, os bancos de tecidos exigirão gastos menores do que os de couro. No calor, se aquecem menos e nos dias frios acabam sendo mais aconchegantes. Dispensam hidratação, mas, assim como os bancos de couro, precisam de limpeza periódica para a remoção de poeira e outras sujeiras – algo que acumulam com mais facilidade. Além de correr o constante risco de manchar (com comida, bebida, tinta de caneta e etc.) o tecido propicia o surgimento de maus odores.

É aconselhável que o motorista escolha o tipo de revestimento de acordo com o seu gosto, necessidade e estilo de vida, sem esquecer, é claro, do bolso.





sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cartão de crédito: use com consciência

Publicada na edição de 5 a 11 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Ao consumir é importante se preocupar com as parcelas, os juros e as taxas as quais você se submete

Os benefícios são muitos: parcelamento das compras, longo prazo para pagar a primeira parcela, financiamento da dívida e facilidades para adquirir produtos e serviços. “A ideia é que o consumidor possa comprar mesmo sem ter dinheiro, e que o lojista possa vender fiado sem se preocupar”, explica o planejador financeiro Augusto Sabóia, que acredita que o cartão de crédito é uma das melhores invenções para a sociedade moderna. “É um excelente instrumento, facilita o comércio mundial e viabiliza sonhos, mas deve ser utilizado com responsabilidade”, diz.

Assuma o controle
Sempre que comprar guarde os comprovantes e os some para evitar surpresas quando a fatura chegar. Não se esqueça de incluir nessa soma os valores que estão parcelados. Augusto Sabóia acredita que, para cada consumidor, um cartão de crédito é o suficiente. “Se você precisar ter mais de um, por que o outro já foi totalmente utilizado, é o momento de parar e refazer as contas sobre a sua situação financeira”, indica o especialista.
Isso sem contar que ao utilizar um, dois ou três cartões o consumidor se submete a tarifas cobradas pelos bancos e pelas bandeiras (Visa, Mastercard etc.), que arrecadam dinheiro, entre outras coisas, para disponibilizar o limite de crédito e possibilitar que o cliente realize as suas compras nos estabelecimentos credenciados.

Seja cauteloso
Sabóia acredita que o risco do consumidor incorporar o saldo do cartão de crédito à sua própria renda é grande, assim como pode acontecer com o cheque especial, o famoso “limite” da conta. “Usar completamente o crédito que tem para comprar mais do que pode é como usar o dinheiro de agiotas para causas fúteis”, alega o planejador.
Leonardo Gonçalves, consultor da CF Brasil, acredita que o brasileiro é preso ao círculo vicioso de comprar, se endividar e pagar juros no cartão de crédito por conta dos diversos estímulos ao consumo imediato que sofre.

Cuidado com o mínimo
Se perceber que não conseguirá pagar as dívidas que fez no cartão é aconselhável entrar em contato com o banco ou com a operadora e renegociar a dívida, considerando que os juros nesse caso são menores do que se forem efetuados constantes pagamentos no valor mínimo.
“Se por meses seguidos o cliente pagar apenas o valor mínimo, sugerido na fatura, os juros incidirão de tal maneira que chegará um momento em que ele pagará apenas pelos juros, enquanto a dívida continuará a existir”, explica o gerente bancário, Robson Barros.

Estou me endividando
“Assim como uma bola de neve, as dívidas só vão aumentando”, explica Leonardo Gonçalves. “Pare, refaça o seu orçamento e, se possível, não utilize mais o cartão até se organizar financeiramente. Sei que isso é algo difícil de ser feito, mas é o único caminho seguro”, afirma o consultor.
Despesas que não sejam relacionadas à moradia, alimentação, saúde, educação e transporte podem ser consideradas supérfluas. “Se perceber que passou dos limites volte para dentro do seu salário”, finaliza Augusto Sabóia.

Legenda: Pagar a fatura em dia é cuidado imprescindível, considerando que a taxa de juros é uma das mais altas do mercado.







Longe dos sentimentos negativos

Publicada na edição de 28 de junho a 4 de julho de 2013 do Jornal do Trem e Folha do Ônibus da FLC Comunicações Ltda.



Deixe de lado a raiva, a tristeza, a vergonha e a culpa. Essas emoções podem afetar o seu bem estar e a sua saúde

Ter sentimentos negativos é normal, mas senti-los o tempo todo pode causar transtornos de ansiedade e até mesmo depressão. Por isso a Dra. Juliana Fazolaro, psicóloga do Hospital São Camilo, indica que se tenha tempo para o lazer, hábitos saudáveis, cuidados com a mente e com o corpo, bons relacionamentos, balanço entre vida pessoal e profissional e cuidados com a saúde espiritual. “A dica é investir na qualidade das atividades cotidianas. Não adianta ignorar o problema porque na maioria das vezes ele está dentro de nós”, diz a psicóloga. Conheça dicas saudáveis para se afastar dos sentimentos negativos.

Faça um balanço
Tenha em mente que o seu problema pode ser resolvido e reflita sobre as mudanças que você deve fazer na sua vida para o seu próprio bem. “Pense naquele alguém que você deseja tanto encontrar, mas o orgulho não deixa, reflita se vale a pena continuar em um trabalho ou em um relacionamento que já não te deixa tão feliz quanto antes e faça ligações telefônicas para as pessoas que você ama e que não tem contato há muito tempo. Estes são exercícios que ninguém fará por você”, afirma a psicóloga.

Adote um pet
Ter um animal de estimação, como cachorros, gatos, passarinhos ou peixes pode trazer muitos benefícios. “A relação com os animais tem se mostrado, durante toda a evolução humana, fonte de afeto, prazer, relaxamento e responsabilidade. Escovar o pelo do seu gato, alimentar a sua ave ou sair para passear com o seu cão pode ser um ‘sedativo’ natural, além de fazer com que você se sinta amado”, explica a Dra. Juliana Fazolaro.

Querida natureza
Caso você se sinta constantemente cansado, triste ou desanimado a natureza pode ser um refúgio e uma fonte de renovação de energias. A psicóloga acredita que se envolver com a terra, animais e plantas é algo que acalma e tranquiliza. “Cuidar de um jardim, montar uma pequena horta em casa ou passar uma tarde no parque são atitudes revigorantes que despertam a sensação de bem-estar e esperança”, diz a Dra. Juliana. Indo com os amigos e família ao parque não se esqueça de praticar brincadeiras e esportes, pois gastar energias também é fundamental.

Se exponha ao Sol
A ciência esclarece que a exposição à luz solar pode liberar no corpo vitaminas que ajudam a diminuir a sensação de tristeza. “Quando estamos expostos à luminosidade o cérebro reduz ou interrompe a produção de um hormônio conhecido como melatonina, que proporciona cansaço e sonolência. Por isso sentimos indisposição nos dias de inverno, quando o Sol fica atrás das nuvens”, revela a psicóloga. Privar-se da luz solar pode gerar alterações de comportamento e até o desenvolvimento de transtornos de humor. “Mas se a sensação de preguiça persistir, cuidado. Ela pode ser um sintoma de início de depressão”, alerta a Dra. Juliana.

Maus momentos
A lembrança da perda de um ente querido pode provocar tristezas profundas, principalmente em datas comemorativas, como o aniversário, dia das mães, dia dos pais, etc. Nesses períodos relembre os bons momentos vividos com o ente querido e celebre tudo o que passaram juntos. A psicóloga indica que é necessário cultivar as relações de afeto com as pessoas que estão à volta. “Transmitir e receber carinho, conversar, rir de piada sem graça e dar um ‘abraço de urso’ em quem gostamos são coisas pequenas e fundamentais”, explica a Dra. Juliana.

Sempre alerta
Passar por altos e baixos é normal. Mas a psicóloga indica que é preciso estar atento a sintomas como falta de ânimo para qualquer atividade, sentimentos de desvalorização da vida, falta de energia e sensação de culpa, pois esses são indícios de depressão. “O mesmo acontece com a ansiedade, que deve ser dosada no dia-a-dia. Se perceber que está tendo palpitações, angústias, suor excessivo e/ou diarreia, sensações desagradáveis que impedem ou limitam as atividades do dia-a-dia, é hora de buscar ajuda”, indica a Dra. Juliana.

Na hora de comer...
“Sair para comer e beber ‘besteiras’ com amigos depois de um dia estressante de trabalho pode ser prazeroso pela interação social, pelo sabor da comida e pela relação desenvolvida com o alimento. Se permitir fazer isso de vez em quando é saudável”, pondera a nutricionista Mariangela Batista.
O que não é aconselhável é comer muito chocolate após uma briga com o namorado, por exemplo, considerando apenas o “alívio temporário” que isso lhe causa. É preciso ter consciência de que esse tipo de atitude não resolve o problema.
“Há alimentos que podem ajudar a relaxar e outros que podem dar ânimo em determinados momentos, mas se o consumo não fizer parte de uma alimentação saudável, certamente não haverá bons resultados. A alimentação interfere diretamente na saúde das pessoas, para o bem ou para o mal”, finaliza a nutricionista.